Sábado, 16 de maio de 2026
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O presidente do Equador, Rafael Correa, alertou para a importância de os países mais ricos assumirem compromissos na CoP-16 (6ª Convenção das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) para garantir que todos os participantes se comprometam com a renovação do Protocolo de Quioto.

“Será lamentável a não aprovação do prolongamento do protocolo. Sem ele, é muito difícil fazer os países mais desenvolvidos assumirem compromissos com o clima”, disse Correa, segundo o jornal argentino Página 12.

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A declaração de Correa indica a posição conjunta da ALBA (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América). Para o bloco bolivariano, as nações mais desenvolvidas precisam se comprometer de fato com o combate à mudança climática.

Correa atribui às grandes potências mundiais a dificuldade no avanço de soluções para a preservação do meio ambiente. Para o presidente, “a arrogância e o desejo de supremacia de alguns países” faz pensarem que eles podem “decidir sozinhos os rumos da humanidade”, e esse teria sido o motivo por trás do fracasso da CoP-15, um ano atrás, em Copenhague.

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“Foram seis ou oito países que acharam que iam decidir entre eles por toda a humanidade”, disse o presidente equatoriano.

Recusas

O Protocolo de Quioto tem sofrido críticas por não exigir que países emergentes cumpram metas de controle da poluição. A China, país que mais polui no mundo, não é obrigada a regularizar os seus índices de poluição por não ter assumido metas a cumprir. Os Estados Unidos também nunca chegaram a assinar o acordo e o próprio Japão, anfitrião do protocolo, declarou na abertura da CoP-16 que não pretende assinar uma renovação.

De acordo com a emissora venezuelana TeleSur, Correa afirmou que a luta contra a mudança climática é mais condicionada por razões políticas do que devido a razões técnicas.

Analistas acreditam que o Japão não quer renovar o seu compromisso com o protocolo em represália a China, que nos últimos anos assumiu a posição de segundo país mais desenvolvido do mundo.

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Correa cobra compromissos climáticos de países mais ricos na CoP-16

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