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O presidente do Equador, Rafael Correa, e sua equipe econômica anunciaram um pacote de estímulo para a reativação do setor produtivo do país, afetado pela crise financeira. No total serão 2,5 bilhões de dólares. O aumento do desemprego nos últimos meses e a contração da economia influenciaram a decisão.

Parte do montante – 1,7 bilhão – virá por meio da repatriação de reservas internacionais que o Equador mantém no exterior, e que, segundo Correa, estavam “financiando os países mais ricos”. O dinheiro restante corresponde a utilidades do Banco Central do Equador. 

Jose Jácome/EFE (17/10/2009)



Rafael Correa e o vice-presidente, Lenín Moreno, participam de evento em Quito

De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Inec), o desemprego aumentou de 8,3% em junho para 9,1% em setembro. Ou seja, nos últimos três meses, 90 mil pessoas ficaram sem trabalho – atualmente são 400 mil em todo o país.

Além disso, a economia equatoriana, dolarizada desde 2000, contraiu 1,06% no segundo trimestre de 2009, frente um crescimento de 8,28% registrado em igual período de 2008.

Moradia e infraestrutura

O dinheiro arrecadado terá dois destinos claros: a construção de moradias e o aumento da infraestrutura, o que consequentemente estimulará a mão de obra. Para financiar programas de moradia o governo destinará 600 milhões de dólares, em um esquema que inclui subsídios e a entrega de créditos hipotecários com uma taxa de 5% a um prazo de 12 anos. “Geraremos um 'boom' histórico de moradia e direcionaremos recursos também para a classe média”, disse Correa.

O governo canalizará 465 milhões por meio da banca pública para o financiamento de obras por parte de municípios e prefeituras, refinanciamento de dívidas com a banca estatal, ativação de novas linhas de crédito produtivo e impulso para o microcrédito.

As medidas incluem a entrega do Crédito de Desenvolvimento Humano, que destinará empréstimos de até 840 dólares a pessoas de baixa renda, assim como investimentos em projetos elétricos, construção de escolas, prevenção de inundações e realização de estudos para novos portos.

“Aqui está a resposta para a maior crise em 80 anos, que impactou países petrolíferos como o Equador”, disse o presidente.

Para Hermel Flores, presidente da Câmara de Construção de Quito, a notícia de investimentos foi boa para o setor. “No entanto, não acredito que iremos chegar aos mesmos níveis de 2008,  quando foram realizados investimentos de 2 bilhões de dólares. Contudo, as medidas anticíclicas do governo ajudarão o setor, que contrata mão de obra e beneficia outros setores relacionados”, afirmou ao El Comercio.

Correa anuncia pacote de incentivos econômicos para amenizar efeitos da crise

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