Coreia do Sul anuncia suspensão do comércio com Norte em resposta a naufrágio de navio
Coreia do Sul anuncia suspensão do comércio com Norte em resposta a naufrágio de navio
A Coreia do Sul suspendeu o comércio com a Coreia do Norte e exigiu um pedido de desculpas depois que um relatório divulgado na semana passada responsabilizou Pyongyang por afundar um navio de guerra do sul no final de março.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, afirmou que os responsáveis pelo ataque contra a corveta Cheonan, que causou a morte de 46 marinheiros, têm que ser punidos, e acrescentou que levará o caso ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). O presidente norte-americano, Barack Obama, apoiou a iniciativa de Seul.
Lee insistiu em que o ataque foi uma “provocação militar” norte-coreana e exigiu de Pyongyang que castigue imediatamente os responsáveis e aqueles que estiveram envolvidos no que definiu como uma agressão “de surpresa”.
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Além de suspender os intercâmbios comerciais, o presidente sul-coreano anunciou a proibição de navegação de navios norte-coreanos em águas sob controle sul-coreano, que até agora se permitia em virtude do Acordo Intercoreano de Transporte Marítimo. Lee, no entanto, ressaltou que o objetivo sul-coreano “não é um confronto militar” entre as duas Coreias, mas a estabilidade e a paz na península, dividida e confrontada desde a final da Guerra da Coreia (1950-1953).
Em comunicado divulgado pela Casa Branca, Obama disse que a política externa dos EUA em relação ao regime de Pyongyang deve ser revista. “Esta revisão visa a assegurar que tomemos as medidas apropriadas e identifiquemos zonas onde seja necessário realizar ajustes”, afirmou o secretário de imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs.
Aliado
Em viagem à China – aliada da Coreia do Norte –, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, pediu ao governo em Pequim que coopere com os Estados Unidos. Em uma reunião de cúpula EUA-China, Hillary afirmou que Pyongyang tem que ser cobrado pelo ataque contra o Cheonan. “Pedimos à Coreia do Norte que cesse este comportamento provocador… e cumpra as leis internacionais”, acrescentou.
Os EUA estão pressionando a China a participar de uma condenação internacional contra a Coreia do Norte. Até agora, Pequim evitou culpar Pyongyang, dizendo que irá fazer sua própria avaliação sobre os motivos que provocaram o afundamento do navio.
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