Coreia do Norte tem centrífugas nucleares mais sofisticadas do que Irã
Coreia do Norte tem centrífugas nucleares mais sofisticadas do que Irã
O especialista em armas nucleares americano Siegfried Hecker, que em novembro visitou instalações de enriquecimento de urânio norte-coreanas, constatou que o país tem centrífugas mais sofisticadas do que o Irã, segundo uma entrevista publicada nesta segunda-feira (24/01) pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.
Na opinião de Hecker, professor da Universidade de Stanford, se a informação que recebeu estiver correta, estes aparatos, destinados a enriquecer urânio, são de segunda geração, enquanto “no Irã, de acordo com os inspetores internacionais, conseguiram fabricar apenas centrífugas P-1 (menos sofisticadas)”.
Leia mais:
Primeira etapa da reunião do Irã com a comunidade internacional acaba sem acordo
Começam em Istambul as negociações sobre o programa nuclear do Irã
Porta-voz diz que imagem negativa do Irã vem de interpretações equivocadas sobre casos polêmicos
Retomada do diálogo do Irã com a comunidade internacional ocorrerá em várias etapas
Ahmadinejad: Irã está disposto a retomar diálogo sobre programa nuclear
Agência de Energia Atômica discute hoje a questão nuclear do Irã
Hecker visitou o complexo nuclear norte-coreano de Yongbyon em novembro e foi testemunha de “modernas” instalações de enriquecimento de urânio, uma técnica que abriria uma nova via à Coreia do Norte para a obtenção de armas atômicas.
Apesar de as autoridades norte-coreanas terem assegurado que seu programa nuclear é civil, o regime comunista já processa plutônio e acredita-se que obteve material para pelo menos oito bombas, além de ter realizado dois testes nucleares, em 2006 e 2009.
Segundo Hecker, as autoridades americanas não se surpreenderam pela descoberta das centrífugas, já que era algo esperado, mas pelo nível de sofisticação dos equipamentos.
A Coreia do Norte assegurou que tem cerca de 2 mil centrífugas funcionando para uso civil, embora esses mesmos equipamentos possam contribuir para produzir urânio suficientemente enriquecido para uma bomba nuclear por ano, segundo os cálculos de Hecker.
Pyongyang argumenta que o urânio enriquecido servirá para abastecer um reator experimental de água leve que está construindo em Yongbyon.
O regime norte-coreano desafiou a comunidade internacional com seu programa nuclear, apesar de agora querer retomar as negociações de seis lados, suspensas desde o final de 2008, e nas quais participam as duas Coreias, China, Rússia, Estados Unidos e Japão.
Hecker advertiu na entrevista que existem riscos de segurança e preocupação com um possível acidente quando o reator começar a operar, já que a Coreia do Norte realiza este projeto de maneira isolada.
Siga o Opera Mundi no Twitter
Conheça nossa página no Facebook
NULL
NULL
NULL























