Domingo, 10 de maio de 2026
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A Coreia do Norte negou neste domingo (29/01) que esteja fornecendo armas a Moscou, depois que os Estados Unidos afirmaram que o país asiático envia foguetes e mísseis a membros do grupo paramilitar russo Wagner.  

Washington designou no começo do mês o grupo Wagner como uma “organização criminosa transnacional”, citando seus acordos de armas com Pyongyang, que violam resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

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A Casa Branca divulgou fotos da inteligência norte-americana de vagões chegando na Coreia do Norte, recolhendo uma carga de foguetes de infantaria e mísseis, e voltando à Rússia, segundo o porta-voz de segurança nacional, John Kirby.

Em comunicado divulgado pela estatal Agência de Notícias da Coreia, um alto funcionário norte-coreano refutou as acusações e advertiu que os Estados Unidos vão enfrentar uma “resposta forte” se persistirem em difundir o que chamou de “rumores inventados”.

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“Tentar manchar a imagem da Coreia do Norte, fabricando algo inexistente é uma provocação grave que não pode ser permitida”, disse Kwon Jong Gun, diretor-geral do Departamento de Assuntos sobre os Estados Unidos.

Ao lado da China, a Rússia é um dos poucos aliados internacionais da Coreia do Norte.

Pyongyang refutou acusações e advertiu que os Estados Unidos vão enfrentar uma 'resposta forte' se persistirem em difundir o que chamou de 'rumores inventados'

Wikimedia Commons

Ao lado da China, Rússia é um dos poucos aliados internacionais da Coreia do Norte

Apoio de Pyongyang a separatistas

Além da Síria e da Rússia, a Coreia do Norte é o único país que reconheceu a independência das regiões separatistas de Lugansk e Donetsk, apoiadas pela Rússia no leste da Ucrânia.

A Rússia, um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, é contrária à intensificação das sanções internacionais contra a Coreia do Norte e, inclusive, defende a redução das medidas por motivos humanitários.

Em uma reunião neste domingo em Seul com o ministro sul-coreano das Relações Exteriores, Park Jin, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, expressou preocupação com a postura de Pyongyang, tanto por seus “perigosos” testes nucleares como por seu “apoio ao esforço bélico da Rússia” na Ucrânia.

Em setembro, o líder norte-coreano Kim Jong Un declarou seu país como um Estado nuclear “irreversível”. Pyongyang executou testes de armas que violam as resoluções do Conselho de Segurança da ONU durante quase todos os meses do ano passado, incluindo o lançamento de seu míssil balístico intercontinental mais desenvolvido.