Coreia do Norte ameaça usar força militar caso Sul faça propaganda na fronteira
Coreia do Norte ameaça usar força militar caso Sul faça propaganda na fronteira
Em meio às recentes tensões entre as duas Coreias, elevadas após Seul acusar Pyongyang pelo afundamento de um navio militar sul-coreano em março, o governo norte-coreano afirmou hoje (24/5) que usará força militar caso o país vizinho prossiga com as “propagandas” contrárias ao regime.
De acordo com a agência sul-coreana Yonhap, o aviso foi feito por meio de um comunicado do comando militar norte-coreano difundido pela agência estatal norte-coreana KCNA, após a Coreia do Sul anunciar que iria retomar a emissão de mensagens contra o regime de Kim Jong-Il por meio de megafones instalados ao longo da fronteira, o que já não acontece há seis anos.
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“Se o grupo de traidores desafiar a reação justa da Coreia do Norte, suportará uma resposta física, com o intuito de eliminar a raiz das provocação”, afirmou um militar norte-coreano não identificado, segundo a KCNA.
Contexto
Em 26 de março, a embarcação Cheonan foi partida ao meio e afundou perto do limite entre os dois países. Três dias depois, o ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kim Tae-young, informou que a explosão teria sido provocada por uma mina submarina norte-coreana da época da Guerra da Coreia (1950-1953). Em 10 de maio, entretanto, o mesmo ministro confirmou a presença de substâncias explosivas nos destroços do navio, o que reforçou a hipótese de um torpedo disparado pela Coreia do Norte.
A Coreia do Norte negou a acusação e alertou para uma “guerra generalizada” caso haja retaliação sul-coreana. Pyongyang também solicitou permissão para inspecionar a embarcação atingida.
Hoje o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, numa mensagem ao país, exigiu das autoridades da Coreia do Norte um pedido de desculpas pelo afundamento da corveta militar. “O objetivo da Coreia do Norte é instigar a divisão e o conflito”, disse o chefe de Estado.
Lee insistiu em que o ataque foi uma “provocação militar” norte-coreana e exigiu de Pyongyang que castigue imediatamente os responsáveis e aqueles que estiveram envolvidos no que definiu como uma agressão “de surpresa”.
Os Estados Unidos apoiaram a aplicação de sanções à Coreia do Norte. Em comunicado divulgado pela Casa Branca, Obama disse que a política externa dos EUA em relação ao regime de Pyongyang deve ser revista. “Esta revisão visa a assegurar que tomemos as medidas apropriadas e identifiquemos zonas onde seja necessário realizar ajustes”, afirmou o secretário de imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs.
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