Terça-feira, 5 de maio de 2026
APOIE
Menu

Em busca de reverter a decisão das autoridades do Reino Unido de extraditar para os Estados Unidos o fundador do Wikileaks, Julian Assange, a defesa do jornalista irá apresentar na próxima semana um novo pedido de recurso à Justiça britânica. 

Pelo Twitter, nesta quinta-feira (08/06), a esposa do fundador do Wikileaks, Stella Assange, disse que o caso segue para uma nova audiência pública, onde dois novos juízes do Tribunal Superior do Reino Unido avaliarão o pedido da defesa. 

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Segundo Stella, os advogados de Assange estão “otimistas” de que o jornalista possa vencer o julgamento e não ser extraditado aos Estados Unidos, “onde enfrenta acusações que podem resultar em ele passar o resto de sua vida em uma prisão de segurança máxima, por publicar informações verdadeiras que revelavam crimes de guerra” cometidos pelo governo norte-americano.

A informação ocorre após, de acordo com a advogada Sara Vivacqua, e publicado no site DCM, o juiz Justice Swift, da Corte de Apelação do Reino Unido, recusou todas as apelações realizadas pela defesa de Assange. 

Defesa diz estar 'otimista' que fundador do Wikileaks possa vencer julgamento e não ser extraditado; se for condenado, Assange pode pegar até 175 anos de prisão

Wikimedia Commons

Manifestantes ingleses pedem a liberdade do ativista australiano Julian Assange

Ainda de acordo com Vivacqua, resta apenas uma última etapa nos tribunais britânicos no que tange o julgamento de Assange, sendo que, após esse período, a defesa do jornalista não poderá mais pedir recursos a nível nacional, podendo recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. 

O fundador do Wikileaks está preso em Londres desde 2019. A Justiça do Reino Unido está tramitando sua extradição aos Estados Unidos, onde ele enfrentará denúncias por “ataque à segurança nacional”, por ter revelado informações confidenciais das Forças Armadas e dos aparatos de inteligência norte-americanos, expondo diversos crimes de guerra cometidos pelos militares no Iraque, no Afeganistão e em outros países ocupados.

No total, Assange é acusado de 18 crimes nos Estados Unidos. Ele ainda é incriminado de “conspirar” com a ex-analista Chelsea Manning para obter documentos secretos. 

Se for condenado, Assange pode pegar uma pena de até 175 anos de prisão.