Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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Demorou quase dois anos desde o golpe militar em fevereiro de 2021 para o Conselho de Segurança das Nações Unidas votar, nesta quarta-feira (21/12), uma resolução sobre a situação em Mianmar e exigir a libertação de Aung San Suu Kyi. O dossiê birmanês foi levado pelo Reino Unido à ONU, e mesmo as ameaças de veto da China e Rússia não impediram a aprovação de uma resolução do Conselho, texto de maior peso nas Nações Unidas.

Até então, os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU se contentaram apenas com declarações formais, o que enfraquecia a mensagem final. Finalmente eles mostraram uma firme unidade em relação à junta birmanesa com a resolução.

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O Conselho de Segurança não hesitou desta vez: pediu o fim da violência, respeito pelos direitos humanos, a libertação de todos os presos políticos, incluindo a ex-líder Aung San Suu Kyi e o presidente Win Myint.

China e Rússia simplesmente se abstiveram, o que permitiu que o texto fosse validado. A Índia, outro país vizinho de Mianmar, também se absteve. O documento é fruto de muito trabalho e paciência dos diplomatas da Grã-Bretanha. Mas a resolução foi exigida principalmente pelos países asiáticos membros da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático), de acordo com a embaixadora britânica Barbara Woodward.

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Conselho reafirmou, assim, seu apoio à Asean, e também pediu ao secretário-geral da ONU ou seu enviado que produza um relatório até 15 de março de 2023

Twitter/UN Geneva

Esta é primeira resolução sobre Mianmar adotada pelo Conselho desde 1948

“O que mudou? A situação em Mianmar está cada vez pior. Assassinatos arbitrários, bombardeios aéreos, abusos dos direitos humanos. Está ficando cada vez mais claro para o resto do mundo que isso está tendo um efeito desestabilizador na região. E é por isso que estamos vendo uma posição cada vez mais forte da Asean. E as conclusões da cúpula da Asean, que exortaram o Conselho de Segurança da ONU a agir, tiveram um impacto decisivo”, ela afirmou.

Primeira resolução sobre Mianmar desde 1948

O Conselho reafirmou, assim, seu apoio à Asean, e também pediu ao secretário-geral da ONU ou seu enviado que produza um relatório até 15 de março de 2023. É a primeira resolução sobre Mianmar adotada pelo Conselho desde 1948.

Além disso, o Camboja anunciou que uma reunião “informal” será realizada em Bangcoc nesta quinta-feira (22/12) para tentar resolver a crise na presença do enviado regional da Asean e do ministro das Relações Exteriores da junta birmanesa.