Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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O Conselho de Segurança da ONU aprovou na madrugada deste domingo (27/02) por unanimidade uma resolução que impõe sanções contra o regime do líder líbio, Muamar Kadafi, pela violência com que vem lidando com os protestos contra seu governo.

De acordo com a resolução adotada pelos 15 membros do organismo, a Líbia sofrerá um embargo à venda de armas e Kadafi, seus parentes e funcionários que o protegem ao exterior terão os bens congelados. Além disso, uma denúncia contra o coronel será apresentada no TPI (Tribunal Penal Internacional), com sede em Haia, por crimes contra a humanidade.

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A resolução discute ainda a questão da assistência humanitária e autoriza os os Estados-membros a adotar “todas as medidas necessárias para possibilitar o retorno à Líbia das agências humanitárias e assegurar a rápida e segura ajuda a quem precisa”.

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“Quando se cometem atrocidades contra os inocentes, a comunidade internacional tem que falar com uma só voz, e hoje fez-se assim”, disse a embaixadora dos EUA, Susan Rice, após a votação, na qual também assinalou que com a resolução 1970, o “Conselho condena a violência, pede responsabilidades e impõe sanções”.

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O embaixador de Portugal, José Filipe Moraes Cabral, ressaltou por sua vez que a resolução aprovada por unanimidade envia à Líbia a mensagem que “a impunidade não se tolera”, e que os responsáveis de delitos de direitos humanos serão levados perante a justiça.

“Esta é uma clara advertência a quem comete ataques sistemáticos contra a população civil que serão levados perante a justiça”, afirmou o embaixador alemão, Peter Wittig.

O embaixador da Colômbia, Néstor Osorio, se pronunciou da mesma forma que demais países e disse também que “a Líbia tem que encontrar uma maneira de responder às legítimas aspirações de seu povo”.

Os demais países, incluindo Rússia e China, se mostraram igualmente unânimes na condenação da violência e o embaixador chinês, Li Baodong, assinalou que seu país está “muito preocupado com a situação da Líbia”, pediu a esse país que “restaure tão em breve quanto possível a estabilidade e a ordem, e resolva a crise de maneira pacífica”.

A reação do embaixador da própria Líbia não foi diferente. “Obrigado pela adoção desta resolução. Representa apoio moral para o povo líbio”, disse Abdurrahman Shalgam, que a considerou um “sinal para pôr fim” ao regime de Kadafi.

A reunião entre os líderes do Conselho de Segurança, que se inicou no sábado (25/02), se desenrolou a portas fechadas sob a Presidência rotativa da embaixadora do Brasil, Maria Luisa Ribeiro Viotti e durou cerca de nove horas.

*Com agência Efe

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Conselho de Segurança aprova por unanimidade sanções contra regime de Kadafi

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