Congressistas norte-americanos criticam Brasil por reconhecer Estado palestino
Congressistas norte-americanos criticam Brasil por reconhecer Estado palestino
Horas após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciar que o Brasil reconhece o Estado palestino com as fronteiras de 1967, congressistas de alas conservadoras dos Estados Unidos criticaram a decisão brasileira. Para a senadora cubano-americana Ileana Ros-Lehtinen, trata-se de uma atitude “lamentável que só vai prejudicar um pouco mais a paz e a segurança no Oriente Médio”, Ileana, conhecida por ser oposicionista ao regime cubano e defensora do Estado de Israel, é líder dos republicanos na comissão de Assuntos Externos da Câmara de Representantes.
A senadora afirmou neste sábado (4/12) que “as nações responsáveis” devem esperar para dar esse passo até o retorno de palestinos às negociações diretas com Israel.
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O democrata Eliot Engel também reprovou o reconhecimento do Estado Palesino, classificando como um ato “extremamente imprudente”. Para ele, a atitude significa “o último suspiro de uma política externa [brasileira] que se isolou muito sob o governo de Lula”.
Engel disse também que Lula costuma “mimar” o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e advertiu que o Brasil “quer se estabelecer como uma voz no mundo, mas está fazendo as escolhas erradas”.
“Só podemos esperar que a nova liderança que vem para o Brasil mude o curso e entenda que este não é o caminho para ganhar a preferência como uma potência emergente, ou para se tornar um membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas”', afirmou o democrata.
“O Brasil está enviando uma mensagem aos palestinos de que eles não precisam fazer a paz para obter o reconhecimento como um Estado soberano”, disse Engel.
O presidente Lula anunciou a decisão na sexta-feira em uma carta pública dirigida ao líder palestino Mahmud Abbas e divulgada pelo MRE (Ministério das Relações Exteriores do Brasil).
A comunidade internacional apoia as demandas palestinas por um Estado em praticamente toda a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e Jerusalém oriental, todos os territórios ocupados por Israel em 1967, na Guerra dos Seis Dias. Mas os Estados Unidos e a maioria dos governos ocidentais são reticentes em reconhecer um Estado palestino, argumentando que isso deve ser feito por meio de uma negociação de paz com Israel.
*Com agências
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