Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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A Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie) protocolou um pedido de julgamento político do Ministro do Interior, Patricio Carrillo Rosero, na Assembleia Nacional do país pela atuação das forças armadas durante a greve geral. A medida foi interposta pelo congressista Peter Fernando Calo, do partido indígena Pachakutik, na última quinta-feira (21/07). 

O documento acusa o ministro de “incumprimento de funções, responsabilidade política, má aplicação do uso da força e violações ao direito de manifestação”. O congressista Peter Fernando Calo se apoia no código de Ética de servidores públicos.

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Em junho, o Equador viveu 18 dias de paralisação nacional, convocada pelo movimento indígena, que apresentou uma agenda com dez reivindicações, entre elas, a diminuição do preço dos combustíveis e o fim da mineração nos territórios indígenas. Segundo levantamento de organizações de direitos humanos, houve seis falecidos, 331 feridos e 152 pessoas detidas.

As semanas de instabilidade levaram a oposição a defender a destituição do presidente Guillermo Lasso pelo Parlamento. No entanto, o pedido de impeachment não foi aprovado. Em 30 de junho, governo e representantes indígenas assinaram um acordo colocando fim à greve geral.

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Agora a Assembleia Nacional do Equador, que é dirigida pelos partidos de oposição Pachakutik e União pela Esperança (Unes), deverá discutir se abre um julgamento político contra o ministro Patricio Carrillo Rosero.

“Aqueles que acreditam no respeito e na plena vigência dos direitos humanos votaremos pela destituição, aqueles que não acreditam nos direitos humanos certamente farão de tudo para salvar o ministro”, defende Pabel Muñoz, congressista da bancada da Revolução Cidadã, em entrevista ao Brasil de Fato.

Uma nova diretiva legislativa assumiu na útlima sexta-feira (22/07), encabeçada por Virgílio Saquicela, de uma corrente independente do partido Pachakutik, Marcela Holguín (Unes) na primeira vice-presidência, Darwin Pereira, de uma ala considerada mais à esquerda do Pachakutik, como primeiro vice-presidente, e Esteban Torres, do Partido Social Cristão, como porta-voz do Conselho de Administração Legislativa.

“Eu não diria que trata-se de uma oposição consolidada, mas o governo claramente perdeu a direção da Assembleia. Digo isso porque são três atores que não necessariamente sempre coincidem com uma agenda programática. O que buscamos é que ao menos não seja uma agenda submetida às vontades do presidente da República”, analisa Muñoz.