Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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Em repúdio à Conferência Política de Ação Conservadora (CPAC) que acontece na Cidade do México, capital do país, manifestantes do Coletivo Regina de Sena México-Brasil protestam nesta sexta-feira (18/11) contra o evento “de ingerência intolerante e violento”. 

De acordo com os organizadores, a conferência representa uma “oligárquica”, além de ser “imperialista”, apontando ser um “alarmante conclave do neofascismo global”.

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“É alarmante que este conclave do neofascismo global esteja ocorrendo no México, um país que iniciou um curso de transformação econômica, social, cultural e política em favor das grandes maiorias”, desabafam os manifestantes.

Sob o lema de “defender a liberdade e a democracia nas Américas”, A CPAC é realizada durante este final de semana no México e foi criada pela União Conservadora Estadunidense, na década de 1970. 

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Para ser realizada, a conferência é patrocinada e conta com a presença de diversas figuras políticas da direita mexicana, recebendo representantes ultradireitistas mundiais, como Steve Bannon, acusado de fraude e ex-estrategista de Donald Trump, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, argentino Javier Milei, o ex-candidato presidencial pinochetista chileno José Antonio Kast e outros. 

Ainda segundo o Coletivo Regina de Sena México-Brasil, todas essas figuras “respondem aos interesses econômicos imediatos da alta burguesia e dos desígnios imperialistas, rejeitando explicitamente os direitos humanos e lutando contra todo progresso em direção à igualdade social e à conservação ambiental nas Américas e no mundo”. 

Conferência Política de Ação Conservadora (CPAC) acontece na capital mexicana e recebe figuras conservadoras, como Steve Bannon e Eduardo Bolsonaro

Facebook/Colectivo Regina de Sena México-Brasil

Manifestantes afirmam que, sem oposição, movimentos como CPAC ‘crescerão sem medidas’

Além disso, os manifestantes também ressaltam a participação de Eduardo Bolsonaro no golpe contra a ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff, em 2016. No manifesto divulgado pelo coletivo, o filho do presidente brasileiro também “promove guerras midiáticas nos meios de comunicação globais e nas redes sociais por meio de fake news a fim de gerar confusão, desesperança, ódio e polarização social”. 

O coletivo também protesta contra narrativas utilizadas pelas figuras da extrema direita para promover desestabilizações em outras nações e contra “presidentes provenientes de processos democráticos […], chamando-os de ditadores, como aconteceu em Cuba, Nicarágua e Venezuela”. 

Além disso, a organização lembrou que tal retórica influenciou o atentado sofrido pela vice-presidente da Argentina, Cristina Fernández. 

“Dada a natureza abertamente antidemocrática, antipopular, racista e desestabilizadora desta cúpula, ´[…] decidimos exercer o direito de expressar, de maneira pacífica, a rejeição coletiva a este evento e ao programa ideológico que ele representa”, completa o comunicado. 

O coletivo ainda finaliza alertando que, caso movimentos como a CPAC “não encontrarem uma oposição organizada, crescerão sem medidas e se tornarão mais perigosos”.