Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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A Associação Geral Promovedora de Unificação Pacífica da China no Brasil rechaçou a visita não autorizada de Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, a Taiwan, condenando como “desastrosa” e “lamentável”.

Realizada na última terça-feira (02/08), Pelosi esteve em Taiwan, apesar dos protestos chineses contra a visita, já que esta foi a primeira vez nos últimos 25 anos que um político norte-americano de alto escalão visita a ilha, uma atitude que elevou a tensão entre os países.  

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Em nota, a associação afirmou que a visita “não trouxe uma benção” a Taiwan, mas um “desastre”. “Trata-se de uma grave violação da soberania e integridade territorial da China. Trata-se do incidente mais grave nas relações no estreito de Taiwan desde 1949, e terá consequências graves”, disse a entidade.

Pequim considera Taiwan parte do território, sob o princípio de uma só China, como aponta a nota: “é uma parte inseparável do território chinês”.

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“Nós nos opomos firmemente à 'independência de Taiwan' e à interferência de forças externas. A questão de Taiwan diz respeito aos interesses fundamentais da China, e não há espaço para negociações. Nenhum país, nenhuma força, e ninguém deve julgar mal a determinação, vontade e capacidade do governo chinês para salvaguardar a soberania nacional e a integridade territorial, alcançar a reunificação nacional e o rejuvenescimento da nação”, defende a comunidade no Brasil.

Ainda de acordo com a nota, a associação fez uma apelo aos “prezam pela paz”, para que haja uma oposição aos “atos desprezíveis das forças hegemônicas dos Estados Unidos”.

Associação Geral Promovedora de Unificação Pacífica da China enxergou ida não autorizada da norte-americana como 'grave violação da soberania' chinesa

Wikimedia Commons

Nancy Pelosi é a a mais alta autoridade dos Estados Unidos a visitar Taiwan em 25 anos

Leia o comunicado na íntegra:

“A Associação condena veementemente a visita de Nancy Pelosi a Taiwan e salvaguarda resolutamente a soberania e segurança da China.

Apesar da oposição repetida do governo chinês, a presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, foi a Taiwan em 2 de agosto. Essa atitude lamentável atraiu a atenção do mundo e despertou grande indignação no povo chinês no exterior. Sua visita não trouxe uma benção, mas um desastre a Taiwan. Trata-se de uma grave violação da soberania e integridade territorial da China. Trata-se do incidente mais grave nas relações no estreito de Taiwan desde 1949, e terá consequências graves. 

Taiwan é uma parte inseparável do território chinês. O princípio de Uma Só China é uma linha vermelha para a China desenvolver relações com qualquer país, e é também um consenso para a comunidade internacional. Ao mesmo tempo, esse princípio é também a base diplomática para o desenvolvimento pacífico das relações no estreito de Taiwan. Se um princípio fundamental como esse não for respeitado, a terra tremerá!

Nós nos opomos firmemente à “independência de Taiwan” e à interferência de forças externas. A questão de Taiwan diz respeito aos interesses fundamentais da China, e não há espaço para negociações. Nenhum país, nenhuma força, e ninguém deve julgar mal a determinação, vontade e capacidade do governo chinês para salvaguardar a soberania nacional e a integridade territorial, alcançar a reunificação nacional e rejuvenescimento da nação. Por isso, apoiamos firmemente todas as medidas necessárias tomadas pelo governo chinês e pelo Exército Popular de Libertação da China.

A reunificação completa da China e o grande rejuvenescimento da nação chinesa não podem ser impedidos por nenhuma força ou por ninguém. Apelamos a todos os chineses na pátria e no exterior para que se dediquem ainda mais em prol disso!

Apelamos também a todos que prezam pela paz para que se opunham aos atos desprezíveis das forças hegemônicas dos Estados Unidos, e trabalhem juntos para salvaguardar a soberania, a igualdade, amizade e cooperação de todos os países em busca da paz mundial e do progresso humano!”

(*) Com Agência Brasil China.