Terça-feira, 5 de maio de 2026
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O Comitê de Direitos Humanos da ONU elaborou um informe no qual questiona o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, que encerrou no sábado o seu segundo mandato, considerando que este permitiu “a impunidade” dos paramilitares.

Para o comitê, com sede em Genebra, nos últimos anos não foram investigadas denúncias sobre execuções extrajudiciais, torturas e desaparecimentos, ocorridos durante a estratégia da “Segurança Democrática” de Uribe, que iniciou sua primeira gestão em 2002.

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O documento, de nove páginas, recomenda à Colômbia que “cumpra com as obrigações contidas no pacto [de Direitos Humanos da ONU], e de outros institutos internacionais, como o Estatuto de Roma e a Corte Penal Internacional, e comece a investigar e punir as graves violações de direitos humanos, com sentenças adequadas”.

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Nas últimas décadas, houve nessa nação 280.420 casos de violações de direitos humanos, segundo o documento, publicado hoje pelo jornal argentino Pagina 12.

Ainda de acordo com a publicação, o Estado colombiano, um dos signatários do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, “outorgou reparação judicial a apenas um desses casos”.

O informe da ONU também questiona os guerrilheiros das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia ), que sequestraram centenas de pessoas e por recrutarem “crianças para atuar no conflito armado”.

O relatório é divulgado um dia após Uribe deixar o governo. Ontem assumiu a presidência da Colômbia Juan Manuel Santos, que fora ministro da Defesa da administração anterior, para um mandato de quatro anos.

 

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Comitê de Direitos Humanos da ONU questiona política de Uribe‏

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