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A ONU concluiu que não foram confiáveis as investigações de Israel e da Palestina sobre os crimes de guerra cometidos durante a ofensiva israelense na Faixa de Gaza entre dezembro de 2008 e janeiro de 2010, em resposta ao lançamento de foguetes por parte do partido político Hamas no território de Israel.

Foi o que apontou nesta terça-feira (21/9) um grupo de especialistas independentes designado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU para acompanhar o avanço das investigações.

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De acordo com a avaliação do grupo, tanto forças israelenses quanto palestinas foram culpadas por sérias violações de direitos humanos em Gaza. No entanto, em alguns casos, as investigações continuam incompletas e, em outros, não respeitam padrões internacionais, segundo o líder do comitê, Christian Tomuschat.

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Ele afirmou também que o comitê não recebeu respostas de autoridades israelenses para muitos pedidos de cooperação e não conseguiu autorização para visitar a Faixa de Gaza, mas que recebeu toda assistência dos palestinos. As informações são do site da ONU.

O comitê foi criado em março deste ano, depois da divulgação do Relatório Goldstone. Elaborado por um grupo da ONU, encabeçado pelo juiz sul-africano Richard Goldstone, o relatório acusava Israel de usar força desproporcional para aterrorizar a população de Gaza e afirmava que o Hamas atacou cidades israelenses sem fazer distinção entre civis e militares.

O documento pedia que as acusações de crimes de guerra fossem levadas ao Tribunal Penal Internacional, em Haia, na Holanda, caso Israel e a Palestina não concluíssem uma investigação independente em até seis meses. Israel questionou a imparcialidade do documento e a ONU criou o comitê de acompanhamento das investigações.

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Comitê da ONU critica condução da investigação de conflitos em Gaza

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