Domingo, 26 de abril de 2026
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O Brasil ampliou as vendas para os principais blocos econômicos, no mês
de abril, exceto para a África, onde as exportações brasileiras caíram
32% em relação ao mesmo mês de 2009. Mas, o que mais chamou a atenção
do secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, foi o aumento das
vendas em 61,4% para os países do Mercosul, puxadas, principalmente,
pela Argentina.

Do total de 1,65 bilhão de dólares que os exportadores
brasileiros venderam para o Mercosul, 1,298 bilhão de dólares foram para a
Argentina. Ele lembrou que em abril de 2009 a venda de nossos produtos
para o mercado argentino somaram só 824 milhões de dólares.

O
secretário destacou que tem havido “boa recuperação da capacidade de
compra” dos Estados Unidos, do México e da Argentina, notadamente em
relação a automóveis e autopeças. Mas ressaltou que o preço médio
desses produtos não tem subido de forma equilibrada, pois as
exportações “aumentaram em quantidade, mas caíram de preço”.

No
cômputo geral da América Latina e Caribe, a absorção de produtos
brasileiros é surpreendente, de acordo com Barral, mesmo
considerando-se que abril do ano passado foi uma base muito fraca, por
causa dos efeitos da crise financeira mundial. O Brasil vendeu 3,632 bilhões de dólares para o bloco, no mês passado, um crescimento de 55,3% em
relação aos 2,338 bilhões de dólares em abril de 2009.

Barral está
otimista também quanto ao crescimento das vendas brasileiras para os
Estados Unidos. O mercado norte-americano comprou 1,623 bilhão de dólares em
abril deste ano, contra 1,340 bilhão de dólares em igual mês de 2009. O
aumento de 21,1% sinaliza, segundo ele, “uma retomada da recuperação do
comércio bilateral”, e antecipou, inclusive, que amanhã terá uma
reunião técnica com funcionários do governo dos Estados Unidos para dar
mais fluidez de negócios.

O secretário disse que a China
continua como nosso maior comprador. No mês passado comprou 2,53
bilhões de dólares, um aumento de 13,4% na comparação com abril de 2009. Destacou,
porém, que parte significativa da diferença se refere à aquisição de
soja brasileira, recentemente colhida. Além de China, os Estados
Unidos, a Argentina, os Países Baixos e a Alemanha foram outros grandes
compradores de produtos brasileiros.

Os principais destaques de
nossas exportações, de acordo com Barral, foram os produtos básicos e
semimanufaturados, que registraram valores recordes para meses de
abril, alcançando as cifras de 7,017 bilhões de dólares (+25,4% sobre abril de
2009) e de 1,919 bilhão de dólares (+33,8%) respectivamente. As exportações de
produtos manufaturados também tiveram bom desempenho no mês ao somarem 5,947 bilhões de dólares (+18%).

Quanto às importações, o secretário
destacou que as compras brasileiras de combustíveis e lubrificantes
cresceram 173,3% na mesma base de comparação, principalmente por causa
do aumento do preço internacional do petróleo, além do aumento de preço
e da quantidade usada de óleo diesel, gás natural e carvão. As
importações de matérias primas e intermediárias também aumentaram
65,1%, bens de consumo cresceram 49,9% e bens de capital mais 18,9%.

Os
nossos maiores fornecedores foram os Estados Unidos (US$ 2,011
bilhões), a China (1,662 bilhão de dólares), a Argentina (1,162 bilhão de dólares), a
Alemanha (899 milhões de dólares) e a Nigéria (694 milhões de dólares).

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Comércio entre Brasil e Argentina tem forte recuperação

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