Quinta-feira, 23 de abril de 2026
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Finalizado o tema do referendo, que decidiria a existência ou não de um terceiro mandato, por fim a campanha política para as eleições de 30 de maio teve início na Colômbia. O cenário é de incertezas, pois até agora nenhum dos que já apresentaram suas candidaturas chegou a computar 15% das intenções de voto. Qualquer um pode liderar as pesquisas daqui em diante e substituir o presidente Álvaro Uribe.

Em pesquisa divulgada no dia 17 de fevereiro, Uribe tinha 46% das intenções de voto e em segundo lugar, tecnicamente empatados com 9%, estavam o o ex-prefeito de Medellin, Sergio Fajardo, e Gustavo Petro, do Pólo Democrático.As eleições acontecem em 30 de maio.

O panorama se divide entre os que devem seguir as políticas uribistas e os que pleiteiam uma mudança de modelo de governo. Ao primeiro grupo pertence um dos candidatos mais forte, o ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos, hoje presidente do maior partido uribista, o partido de la U. Santos é membro de uma das famílias mais poderosas do país, dona de diversos meios de comunicação.

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Carlos Ortega/Efe




Juan Manuel Santos, ex-ministro da Defesa de Uribe: “quero ser presidente da República”

Apesar de muitos o considerarem um forte candidato à presidência, analistas, recordando sua capacidade de transformação, tendo sido ministro de governos de várias vertentes, afirmam que Santos é um político que luta mais por si próprio do que pela continuidade do uribismo, tanto que ontem (26) mesmo lançou sua campanha. “Quero ser presidente da República”, afirmou.

A esse grupo pertenceriam também o líder do partido Cambio Radical, Vargas Lleras e os conservadores Noemí Sanín e Felipe Arias, que todos chamam de “uribito”. Lleras, de uma das famílias mais poderosas de Bogotá, é um uribista contrário à reeleição, como Noemí, e protagonizou enfrentamentos nos últimos dias com o governo sobre os temas de saúde, mas é o candidato que mais se parece com Uribe. Tem uma trajetória antiga e coerente de oposição às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e uma ideologia direitista bem definida.

Já Arias é acusado de não ter personalidade própria, por ser tão parecido com o presidente. Sua candidatura, segundo analistas, permitiria uma aliança com o partido de la U.

Em 14 de março, ao mesmo tempo em que se realizarão as eleições parlamentaristas, acontecerão consultas internas para escolher o candidato dos partidos Conservador e Verde. O Verde, integrante da frente anti-Uribe, ainda não deu início à campanha eleitoral, mas ao que tudo indica, Antanas Mockus seria o mais bem colocado nas pesquisas e provável candidato. Mockus tem como foco político a educação e promove campanhas culturais e de educação cidadã.

Oposição

Os partidos Liberal e Pólo Democrático já têm candidatos desde setembro e estão em campanha. Enquanto Rafael Pardo tem todo o respaldo da máquina liberal, Gustavo Petro é a expressão de uma corrente minoritária do Pólo. Petro era o segundo colocado nas pesquisas feitas ainda com a participação de Uribe.

A possibilidade de alianças no primeiro turno é improvável e sem Uribe, 18% dos colombianos alegam não saber em quem votar. Esse grupo deve ser o alvo da oposição.

Sem partido, mas com força nas pesquisas, está o ex-prefeito de Medellin, Sergio Fajardo, cujas ideias são poucos conhecidas, apesar de alguns analistas o considerarem mais próximo à linha uribista. Ele diz não ser nem uribista nem anti-Uribe. Fajardo foi o primeiro a declarar suas aspirações presidenciais e já percorreu o país em campanha.

“O cenário eleitoral estava construído ao redor de Uribe e se ele não tivesse saído, de novo o presidente teria colocado suas regras”, afirmou Fajardo, segundo o El Pais da Colômbia.

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Começa na Colômbia campanha eleitoral sem Uribe

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