Terça-feira, 28 de abril de 2026
APOIE
Menu

Representando o governo de Israel, o vice-embaixador do país na ONU (Organização das Nações Unidas), Daniel Carmon, afirmou nesta segunda-feira (31/5)  que “não há crise humanitária em Gaza” e que a frota atacada por militares israelenses não tinha apenas fins humanitários.

“Apesar de os meios de comunicação apresentarem a frota como uma missão humanitária para entregar ajuda a Gaza, os barcos não tinham nada de humanitário”, disse o israelense, durante a reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, na sede da entidade, em Nova York.

Leia também:

Galeria de imagens: reações ao redor do mundo

Brasil convoca embaixador israelense para consulta

Carta da Flotilha da Liberdade, por Iara Lee

Apesar de Israel não ter cadeira no Conselho de Segurança atualmente, o representante do país foi autorizado a falar na reunião com objetivo de explicar o ataque feito nsta madrugada. Em águas internacionais do Mar Mediterrâneo, soldados israelenses atacaram a “Flotilha da Liberdade”, um grupo de seis navios que transportava mais de 750 pessoas com ajuda humanitária. A brasileira Iara Lee integrava o grupo.

Durante a semana, o governo de Israel havia avisado que não permitiria a entrada de embarcações nas proximidades da costa da Faixa de Gaza. Os israelenses, que permitem a entrada de ajuda humanitária a Gaza por fronteiras terrestres controladas, disse que a frota poderia desembarcar no porto de Ashdod. Desde 2007, Israel mantém o bloqueio à Faixa de Gaza.

Leia também:

Israel

face à sua história, por Eric Rouleau

Opinião: Quem é o ingênuo, Thomas Friedman?

Opinião: Governo de Israel ofende o povo brasileiro

Entrevista:

pessimismo impera entre crianças de Gaza

Crise

e falta de recursos comprometem ajuda da ONU a Gaza

Embargo

de Israel impossibilita reconstrução de Gaza, afirma ONU

“Não eram ativistas pacíficos nem mensageiros de boa vontade. Utilizaram cinicamente uma plataforma humanitária para enviar uma mensagem de ódio e implementar a violência”, insistiu.

O diplomata disse que o território “está ocupado por terroristas que expulsaram a ANP (Autoridade Nacional Palestina) mediante um violento golpe e que recebe armas pelo mar”. O israelense estava se referindo ao grupo palestino Hamas, que governa a Faixa de Gaza desde 2007.

Mais cedo, o primeiro ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel agiu em defesa própria, segundo o jornal Haaretz. Disse também que não tem “nada contra a população de Gaza”, mas sim contra o Hamas, que, segundo ele, recebe apoio do Irã.

Siga o Opera Mundi no Twitter

Comboio não levava ajuda humanitária, afirma diplomata israelense

NULL

NULL

NULL