Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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Pelo menos 10 pessoas morreram em confrontos de membros do Exército de Libertação Nacional (ELN) e dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na fronteira entre Venezuela e Colômbia. A informação foi divulgada pela ONG Human Rights Watch (HRW) na quarta-feira (11/01).

Segundo Juan Pappier, pesquisador da HRW, vários corpos foram descobertos na região colombiana de Arauca. As violências teriam ocorrido na segunda (09/01) e terça-feira (10/01) na cidade de Puerto Rondon, no nordeste do país. 

Nas redes sociais, foram divulgados vídeos que mostram homens camuflados atirando uns contra os outros no meio da selva. Nesta região da fronteira entre a Colômbia e a Venezuela, rebeldes do ELN travam frequentemente combates sangrentos contra os dissidentes das Farc. 

Até o momento, nem o governo colombiano, nem autoridades militares do país reagiram. As violências são registradas depois que o presidente Gustavo Petro anunciou, no último 31 de dezembro, ter obtido o acordo para um cessar-fogo entre os cinco principais grupos armados e gangues de narcotraficantes que operam no país. 

Violências teriam ocorrido na segunda (09/01) e terça-feira (10/01) na cidade de Puerto Rondon, no nordeste do país

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Brasil de Fato/Flickr

Informação foi divulgada pela ONG Human Rights Watch (HRW) na quarta-feira (11/01)

No entanto, especialistas apontam que a iniciativa não resolverá o conflito nas regiões remotas do país, onde insurgentes e narcotraficantes continuam se enfrentando para expandir seu território e o tráfico de cocaína.

A região de Arauca é o epicentro da violência na Colômbia, e registrou 352 homicídios no ano passado, segundo dados da HRW. No local, o ELN protagonizou um dos combates mais sangrentos de 2022, no qual 50 pessoas morreram.

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Retomada de diálogos

Os insurgentes e o governo colombiano devem retomar os diálogos de paz no próximo 23 de janeiro, no México. mas o ELN acusa o presidente Gustavo Petro de ter anunciado uma trégua unilateral, sem o aval do grupo. 

“Um acordo é feito entre duas partes. Se é decretado unilateralmente, trata-se de uma imposição, e não seria necessária nenhuma mesa de diálogos”, criticou Antonio García, um dos principais comandantes do ELN. “Conversaremos sobre a situação criada pelo governo, pela qual não temos nenhuma responsabilidade. Pelo contrário, somos vítimas”, reiterou. 

O conflito de meio século na Colômbia já deixou 9 milhões de vítimas. Petro, que tomou posse em agosto como primeiro presidente de esquerda do país vem apostando em uma política de “paz total”. O objetivo é desmobilizar rebeldes, narcotraficantes e membros de grupos criminosos por meio de negociações e submissões à Justiça com benefícios.