Comandante mata 12 em massacre em base militar dos EUA
Comandante mata 12 em massacre em base militar dos EUA
Um psiquiatra e comandante do Exército dos Estados Unidos, identificado como Nidal Malik Hassan, de 39 anos, protagonizou um massacre na base militar de Fort Hood, no Texas, na qual morreram 12 pessoas e 31 ficaram feridas. Hassan sobreviveu e está hospitalizado em condição estável, disse o general Bob Cone, comandante da unidade militar, em entrevista coletiva.
“Os relatórios preliminares indicam que ele agiu sozinho”, disse Cone ontem (5). Ao referir-se a Malik Hassan, Cone informou que “sua morte não é iminente”. Inicialmente foi divulgado que o major tinha morrido e que outros dois soldados tinham sido detidos como suspeitos.
Malik Hassan é um muçulmano devoto, filho de pais palestinos, que estaria “desesperado” diante da perspectiva de ser enviado ao Iraque ou ao Afeganistão, segundo relatos publicados pela mídia dos Estados Unidos.
Cone acrescentou que se averiguam os motivos, mas a senadora Kay Bailey Hutchinson manifestou que o Exército tinha informado ao médico psiquiatra de sua viagem ao exterior e que ele aparentemente teria reagido com “muito desgosto” à notícia.
Malik Hassan teria ingressado ainda jovem no Exército e seguido uma carreira de sucesso, formando-se em medicina e tornando-se psiquiatra especializado ultimamente em tratar de soldados que retornavam das guerras no Iraque e no Afeganistão.
Segundo o relato de parentes ao diário The New York Times, Hasan teria começado a colocar em dúvida sua carreira militar há alguns anos após começar a ser atacado por colegas por ser muçulmano.
Ação
Malik Hassan, que levava uma arma curta semi-automática, abriu fogo nas instalações do centro, que acolhe soldados que estão a ponto de serem enviados à frente de batalha e que estavam recebendo uma última revisão médica.
O médico militar tinha trabalhado no Centro Médico Walter Reed do Exército em Washington durante seis anos antes de ser trasladado a Fort Hood.
Os responsáveis de Fort Hood fecharam durante mais de seis horas os pontos de entrada e saída da base, para aonde se deslocaram unidades de emergência médica e equipes do FBI para investigar o incidente.
Casa Branca
O presidente de Barack Obama foi imediatamente informado do fato, que qualificou como um “horrível incidente de violência”.
“Já é duro quando nossos soldados perdem a vida em missões no exterior. É horripilante quando morrem em incidentes como este, em suas próprias bases em solo norte-americano”, afirmou o líder em um ato no Departamento do Interior.
“São homens e mulheres que tomaram a decisão valente e altruísta de arriscar, e em algumas ocasiões dar, a vida por nós a cada dia”, afirmou Obama.
Este fato vem a somar-se a um ano de especial tensão no Exército dos EUA que, com duas guerras em andamento, registrou um aumento nos casos de desordens mentais e de suicídios.
A própria base de Fort Hood foi cenário nos últimos dois anos de vários incidentes violentos, o último deles há três meses, quando um soldado matou outro em uma briga na casa de um deles.
Em meados do ano passado um soldado assassinou a tiros seu tenente e depois se suicidou e em julho deste ano um soldado foi acusado de matar a outro companheiro de sua divisão, após retornar do Iraque.
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