Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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Os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, assinaram nesta terça-feira (30/05) acordos na área de cooperação, agricultura e uma declaração conjunta contendo diversos pontos sobre as relações entre os países.

No documento, os mandatários voltaram a condenar as “medidas coercitivas unilaterais aplicadas contra países soberanos” e “ressaltaram que, no caso da Venezuela, essas medidas cobram um alto preço ao povo do país, prejudicando a estabilidade, o desenvolvimento, a paz social e o diálogo político”.

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Lula ainda incentivou a reativação dos diálogos entre governo e oposição da Venezuela, paralisados desde outubro do ano passado, e ofereceu o Brasil para mediar as negociações. “[O presidente] reafirmou a disposição de seu Governo de facilitar o entendimento entre as forças políticas venezuelanas”, diz o documento.

O presidente brasileiro ainda mencionou “a importância da implementação do acordo social e humanitário adotado pelas forças venezuelanas em novembro passado e a necessidade de os recursos venezuelanos congelados no exterior serem liberados”.

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Na última rodada de diálogos que ocorreu no México, a oposição havia se comprometido a liberar mais de US$ 3 bilhões que pertencem ao Estado venezuelano, mas que estão bloqueados no exterior. Os recursos seriam destinados a um fundo de investimentos em setores sociais que seria gerido pela ONU. O governo venezuelano, no entanto, denuncia que a oposição não cumpriu o acordo e os recursos seguem congelados.

Yanomami e Amazônia 

Ainda segundo o documento, os presidentes citaram a situação de emergência vivida pelo povo Yanomami na fronteira entre os dois países e falaram em combater a “grilagem ilegal nos territórios fronteiriços”.

Presidentes assinaram acordos de cooperação após reunião que marcou restabelecimento pleno de relações diplomáticas

Prensa presidencial

Mandatários condenaram as ‘medidas coercitivas unilaterais aplicadas contra países soberanos’

Eles ainda “reconheceram a necessidade de implementar ações focadas na vacinação das populações localizadas na faixa de fronteira, e de aprofundar a discussão sobre saúde nessa região, com ênfase na situação emergencial dos povos Yanomami”.

Maduro e Lula também sinalizaram os avanços para a realização de uma cúpula da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), “mecanismo com importância histórica para atender as condições da região amazônica e que deve ser priorizado para o desenvolvimento de projetos conjuntos dos países amazônicos”.

A reunião deve ocorrer na cidade de Belém, capital do Pará, nos dias 8 e 9 de agosto.

Acordos de cooperação e alimentação

Dois acordos também foram firmados por Lula e Maduro nesta terça-feira. O primeiro prevê a criação de um mecanismos para supervisionar o andamento dos projetos de cooperação entre os países e será encabeçado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

Já o segundo diz respeito à parcerias na área alimentar e é mais direto ao afirmar que ambos os países poderão levar a cabo projetos nas áreas de “desenvolvimento da produção familiar, urbana, periurbana e comunal”, “produção primária em setores estratégicos [como] milho, mandioca, café, cana de açúcar, cítricos, bananas e outros”, “produção de soja” e “produção de sementes de alto valor estratégico”.