Domingo, 5 de abril de 2026
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Os principais mercados financeiros da América Latina encerraram o último pregão da semana em alta, ao contrário do desempenho negativo das bolsas dos Estados Unidos. A Bolsa de Valores de São Paulo cresceu 0,52%, aos 60.355,73 pontos. Tomaram o mesmo rumo o índice IPC, da Bolsa do México, com 1,04%, o IPSA da Bolsa de Santiago, com 0,09%, e o principal indicador da bolsa argentina, Merval, que subiu 0,50%.

Com giro financeiro de 3,994 bilhões reais, a BM&F Bovespa negociou 2,422 bilhões de títulos em 270.382 operações. Apesar de ter se mantido no patamar dos 60 mil pontos, o número de negócios foi reduzido 29% – na média do mês. As ações mais negociadas foram as preferenciais da Petrobras, que subiram 0,91%. Construção civil e siderurgia foram setores que também tiveram bom desempenho.

Nos Estados Unidos os investidores preferiram vender as ações e embolsar o lucros. Por isso, as bolsas fecharam em baixa. Dow Jones perdeu 0,44%, e Nasdaq, a bolsa eletrônica, cedeu 0,79%.

Apesar de os mercados financeiros dos Estados Unidos e da América Latina terem tomado rumos diferentes, os dados da macroeconomia norte-americana, divulgados pela Universidade do Michigan, foram a principal notícia do dia. Os investidores receberam hoje a informação de que a confiança do consumidor se recuperou, voltando aos patamares anteriores à crise, com 73,5 pontos.

Entretanto, pela manhã, outro número foi divulgado: o Departamento do Comércio dos Estados Unidos informou que as encomendas de bens duráveis no país caíram 2,4% em agosto, após ter alta de 4,8% em julho, contrariando as expectativas dos analistas, que era de pelo menos 5,1%. Essa foi a retração mais acentuada desde a queda de 7,8% verificada em janeiro.

Europa



Os índices do mercado europeu encerraram em baixa puxados por dados negativos da macroeconomia norte-americana e da desvalorização de ações no setor bancário. A exceção foram as bolsas de Milão, que ganhou 0,65%, e a de Londres, que fechou o pregão com crescimento de 0,06%. A Bolsa de Madri teve baixa de 0,45%, Frankfurt, de 0,42%, e Paris, 0,51%.

Uma das razões das baixas foi a desvalorização de papeis dos bancos. As ações do banco suíço UBS, por exemplo, recuaram quase 2%, enquanto as do banco português Barclays apresentaram retração de quase 3%. Além disso, os dados divulgados nos Estados Unidos contribuíram para as perdas.

Ásia em baixa

Os principais mercados da Ásia fecharam a semana no vermelho, influenciados pela queda de ontem em Wall Street e pelos dados do mercado imobiliário divulgados nos Estados Unidos.

As Bolsas da China fecharam em queda: o índice Xangai Composto perdeu 0,5% e índice Shenzhen Composto, 0,7%. O índice Taiwan Weighted foi exceção, com ligeira alta de 0,3%.

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