Colômbia pede que ajuda dos EUA para combate ao narcotráfico não seja reduzida
Colômbia pede que ajuda dos EUA para combate ao narcotráfico não seja reduzida
Bogotá espera que o Congresso dos Estados Unidos vote uma redução da ajuda para 2011 menor do que aquela do orçamento apresentado pelo presidente Barack Obama nesta semana, disse o ministro da Defesa, Gabriel Silva, antes de embarcar para Washington, onde ele chega hoje (6) e ficará até o dia 11 de fevereiro.
“A diminuição da ajuda que foi anunciada não foi votada ainda. Esperamos que no legislativo o resultado seja menos desfavorável'', afirmou Silva em entrevista coletiva.
O ministro fazia alusão ao corte de verbas para o Plano Colômbia proposto nesta semana por Obama. Em 2010, está previsto o desembolso de 540 milhões e, em 2011, de 465 milhões. O Plano Colômbia foi criado pelo governo dos Estados Unidos em 2000 e tem como objetivo, oficialmente, combater a produção e o tráfico de cocaína na Colômbia.
Silva informou também que a redução de verba para o Plano Colômbia, que desde 2000 recebeu mais de 6 bilhões de dólares, é algo que vem ocorrendo “há três anos”. Além disso, assegurou que “em cinco ou dez anos, os colombianos deveriam assumir por completo a responsabilidade de nossa defesa''.
Sobre os cortes de gastos anunciados, ele afirmou que seu país nunca “dependeu do financiamento norte-americano. Com ou sem dinheiro dos EUA fizemos a tarefa e continuaremos fazendo”, disse.
O ministro afirmou também pretende apresentar sua experiência acumulada na luta contra o narcotráfico e o terrorismo nos países da região. “A mensagem que queremos levar é que a Colômbia é o melhor aliado e o melhor sócio na política dos Estados Unidos para América Latina'”, disse.
Silva disse estar feliz, pois “o Plano Colômbia, que era visto em Washington como uma política de do ex-presidente George W. Bush e dos republicanos, hoje é aceita e apoiada plenamente pelo governo democrata de Obama''.
O ministro de Defensa de Colômbia, que já havia visitado Washington em outubro do ano passado, afirmou também que insistirá na necessidade de impulsionar o TLC (Tratado de Livre-Comércio) entre os dois países, porque “sem esse acordo comercial será difícil sustentar o crescimento econômico que apóia a segurança”.
Em 2009, a Colômbia gerou polêmica e foi criticada por países da região por ter aceitado a instalação de bases militares dos EUA em seu território. O acordo permite o acesso de soldados norte-americanos a sete bases militares em território colombiano. Oficialmente, a razão apresentada por Bogotá e Washington para justificar o acordo é o “combate ao narcotráfico e ao terrorismo” na América do Sul.
A presença de tropas americanas na Amazônia colombiana foi questionada, porém, por vários governos sul-americanos, especialmente Brasil e Venezuela, que temem uma intervenção em seus territórios. Ambos os países defendem que os assuntos de segurança em América Latina devem ser resolvidos sem participação de forças externas à região.
NULL
NULL
NULL























