Terça-feira, 5 de maio de 2026
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A chanceler da Colômbia, María Ángela Holguín, indicou em entrevista à revista colombiana Semana, a importância na Unasul (União das Nações Sul-Americanas) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na solução do conflito diplomático entre Colômbia e Venezuela e afirmou que é tempo de a Colômbia deixar de “olhar para o próprio umbigo”, além de propor um relacionamento aberto com a América do Sul, independente das diferenças entre os países da região.

Ex-embaixadora na Venezuela durante o governo de Álvaro Uribe (2002-2010), Holguín rompeu com o ex-presidente em 2005 em protesto contra a nomeação de três filhos de políticos para a embaixada na ONU (Organização das Nações Unidas) como pagamento de favores, enquanto ela estava no cargo.

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De acordo com a chanceler, a prioridade do governo de Juan Manuel Santos com a América do Sul é “desenvolver boas relações, independente se pensamos igual ou nos identifiquemos com a maneira como o país é conduzido. Apesar de as diferenças serem grandes, podemos trabalhar pela integração e por projetos que beneficiem os países”.

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Ela informou que tanto a Unasul, por meio de seu secretário-geral, Néstor Kichner, e o presidente Lula tiveram papel fundamental na retomada das relações diplomáticas entre Colômbia e Venezuela, rompidas após Bogotá, em sessão extraordinária na OEA (Organização dos Estados Americanos), acusar Caracas de abrigar guerrilheiros em seu território.

“No caso específico, o presidente [Hugo] Chávez não confiava na OEA. Fomos onde havia confiança, que era Kirchner. Se ele não fosse secretário-geral, também não recorreríamos à Unasul. Houve uma boa relação entre o presidente Santos e Kirchner, onde ele afirmou que estava pronto para gerar confiança”, afirmou Holguín, complementando que Lula conversou com Chávez e Kirchner um dia antes da posse sobre a importância de restabelecer as relações. “Para os brasileiros o tema também tinha importância”, afirmou.

Segundo ela, as discussões giraram em torno da construção de confiança mútua. “Queremos olhar adiante e evitar que essa situação se prolongue no futuro. Quando Chávez diz ‘eu não tolero e não tolerarei a presença da guerrilha em território venezuelano’, dizemos então que é preciso partir desse ponto”, concluiu.

Conselho de Segurança

Ao comentar o desejo da Colômbia de adquirir um assento no Conselho de Segurança da ONU, a chanceler lamentou que a campanha ainda não tenha angariado os votos necessários, principalmente da América Latina e Caribe.

Porém, ressaltou que o novo governo se empenhará nesse sentido. “É bom para a Colômbia participar do que está acontecendo ao redor do mundo e não somente olharmos para nosso próprio umbigo.”

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"Colômbia não pode continuar olhando para o próprio umbigo", diz chanceler

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