Domingo, 17 de maio de 2026
APOIE
Menu

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse nesta sexta-feira (24/12) que acredita que o país poderá superar a tragédia ocasionada pelas chuvas que já deixaram 296 mortos, e reiterou a exigência para que as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) libertem todos os sequestrados.

“Sem dúvida, este é um Natal diferente do que esperávamos. As chuvas e as inundações superaram todas as previsões, todas as estimativas”, afirmou Santos em mensagem natalina para a população colombiana.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

O presidente lembrou que essa é a pior tragédia vivida pelo país por conta do número de pessoas afetadas e pela extensão da catástrofe que, segundo o mais recente relatório da Polícia, deixou 294 feridos, 2,16 milhões de desabrigados, aproximadamente 1,3 milhão de hectares de terras agropecuárias inundadas e 3.353 casas destruídas.

Leia mais:

Colômbia declara calamidade pública após chuvas intensas

Brasil enviará barracas e remédios a desabrigados na Venezuela

Colômbia recebe mais tempo para retirar minas terrestres de seu território


Santos anuncia doação de um mês de salário para desabrigados na Colômbia

Mais lidas

Segundo Santos, as chuvas na Colômbia foram mais prejudiciais que o ocorrido com o furacão “Katrina”, que devastou Nova Orleans, nos Estados Unidos. Para ele, “a grande diferença é que não se trata de apenas uma cidade inundada, mas de todo um país”.

A situação, ainda de acordo com o presidente, não voltará ao normal apenas com algumas semanas de sol. Ao contrário, a recuperação e a reconstrução da Colômbia levarão anos e, por isso, “o país precisa estar unido e trabalhar conjuntamente”.

“Eu sei, e os senhores sabem, que sairemos desta dura prova se nos esforçarmos juntos”, destacou, para depois acrescentar: “sairemos mais fortes, mais solidários e mais unidos do que nunca”.

Santos falou também sobre as pessoas que estão retidas pelas FARC, das quais pediu um breve retorno: “quero lembrar com grande sentimento dos colombianos sequestrados. Exigimos sua libertação imediata”.

No último dia 8, a organização revolucionária anunciou que porá em liberdade dois militares, dois políticos e um policial, processo no qual o Brasil e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), aceitaram fazer parte da logística.

“Temos que perseverar, e não desceremos a guarda um só minuto até que alcancemos a paz completa no país”, assegurou o presidente, que parabenizou as tropas e a Polícia pelos avanços e conquistas no combate contra as guerrilhas e o narcotráfico, mas advertiu que a ameaça ainda está presente.

“Este ano não foi um ano fácil. A 'fera', a 'cobra', como o Presidente (Álvaro) Uribe chamava as FARC, segue viva. Está encurralada, debilitada, mas as feras, quando encurraladas e debilitadas, são mais perigosas e mais covardes”, finalizou. 

Siga o Opera Mundi no Twitter

Conheça nossa página no Facebook

Colômbia irá superar tragédia causada pelas chuvas, diz Santos

NULL

NULL

NULL