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Novas denúncias contra o DAS (Departamento Administrativo de Segurança da Colômbia) durante o governo do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010) foram reportadas hoje (22/9) pela imprensa local, que acusou o serviço secreto de espionar magistrados, políticos e jornalistas.

A rádio Caracol teve acesso a “e-mails que eram trocados entre altos ex-funcionários do DAS, milhares de informes de inteligência realizados por fontes ultrassecretas que seguiam magistrados, folhas detalhando a vida de políticos e até diagramas com a estrutura familiar dos chamados 'alvos' ou 'objetivos'”.

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De acordo com o veículo, os documentos foram descobertos por investigadores nos computadores portáteis do organismo.

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Fontes teriam entregado ao DAS “informações sobre reuniões privadas de sindicatos e políticos opositores ao governo de Uribe, como [a senadora de oposição] Piedad Córdoba, [o ex-candidato presidencial de esquerda] Gustavo Petro e [o ex-presidente] Carlos Gaviria”.

 

“O mais grave: entregaram dezenas de informes sobre cada um dos movimentos dos magistrados da Suprema Corte de Justiça”, afirmou o texto.

A rede de dados forneceria à presidência antecipações sobre o que falariam dirigentes políticos opositores ou decisões da procuradoria em investigações contra altos membros do governo. Foram encontrados nos computadores rastros digitais realizados desde 2004.

Mesmo que as primeiras declarações de envolvidos e as revelações da imprensa apontem como responsáveis dentro do governo os colaboradores diretos de Uribe, o ex-presidente não foi acusado de espionagem no caso.

Os antecipos da investigação divulgados mostram, no entanto, uma correlação entre algumas disputas públicas do ex-mandatário, em particular contra magistrados, e os resultados da espionagem da DAS.

Os documentos serão analisados pela procuradoria para definir nos próximos dias a situação de quatro ex-diretores do departamento e de antigos altos funcionários do Executivo investigados pela Justiça.

Além de ações internas, o serviço secreto colombiano já foi acusado pelo governo venezuelano de espionar o país, além de Equador e Cuba. Em ocasiões anteriores, Uribe negou as denúncias. Também há suspeitas de iniciativas envolvendo membros do Parlamento Europeu.

Recentemente, o atual ministro de Interior e Justiça da Colômbia, Germán Vargas, anunciou que pediria ao presidente Juan Manuel Santos que estudasse a hipótese de liberar os dados confidenciais que o organismo de segurança recolheu de maneira indevida. Segundo informações, ele também teria sido vigiado pelo DAS.

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Colômbia: Imprensa divulga novas denúncias contra serviço secreto na gestão de Uribe

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