Colômbia: Identidade de guerrilheiro Mono Jojoy está confirmada, diz ministro
Colômbia: Identidade de guerrilheiro Mono Jojoy está confirmada, diz ministro
O ministro de Defesa da Colômbia, Rodrigo Rivera, declarou que foi plenamente identificado o corpo de Víctor Julio Suárez Rojas, conhecido como Jorge Briceño ou Mono Jojoy, chefe militar das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), cuja morte foi anunciada nesta quinta-feira (24/9).
“Podemos dar a confirmação, não apenas morfológica, mas científica da identidade deste chefe”, disse o ministro ao informar que recebeu a notícia da correspondência das impressões digitais do guerrilheiro, que teve seus restos mortais transportados nesta madrugada para Bogotá.
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O ministro acrescentou que ao lado do corpo de Mono Jojoy, cujas primeiras imagens foram divulgadas durante a madrugada pelo Ministério da Defesa, os militares acharam os medicamentos que ele usava para a diabete.
Rivera também afirmou que o chefe militar das FARC utilizava um relógio da marca Rolex “muito fino” e que no acampamento bombardeado foram achados “mais de 20 computadores, 68 memórias USB e três discos externos”, que serão inspecionados pelas autoridades.
O diretor-geral do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses da Colômbia, Juan Isaac Llanos, comentou que no decorrer de hoje seriam realizadas a necropsia de Mono Jojoy e de outras seis vítimas fatais do ataque militar, entre elas duas mulheres.
Segundo Rivera, o número de militares feridos na Operação Sodoma aumentou de cinco para 13. “Por sorte estão fora de perigo, mas isso mostra a intensidade dos combates”, comentou ele.
O chefe militar das FARC, um dos principais líderes da organização, foi morto durante um assalto a um acampamento do grupo armado, promovido em conjunto pelo Exército e a Força Aérea, em uma região rural na cidade de La Macarena, departamento de Meta.
A baixa de Mono Jojoy é considerada um dos golpes mais duros contra a guerrilha que, depois de mais de 40 anos de conflito interno, encontra-se bastante fragilizada. A ação desta semana faz parte da ofensiva militar do presidente Juan Manuel Santos após as primeiras mortes de agentes registradas sob seu governo e atribuídas a guerrilheiros.
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