Colômbia: greve de motoristas de ônibus deixa milhares sem transporte
Colômbia: greve de motoristas de ônibus deixa milhares sem transporte
No segundo dia da greve dos motoristas de ônibus em Bogotá, cenas de violência foram registradas nas ruas da capital colombiana, com passageiros indignados com a falta de transporte. Desde segunda-feira (1), os profissionais reagem contra o Sistema Integrado de Transporte Público (SITP), um projeto que busca reorganizar a partir de julho o serviço e tirar de circulação ônibus com mais de 20 anos.
John Jairo Bonilla/Efe (02/02/2010)

Estudantes protestam contra a falta de ônibus em Bogotá
Ontem (2) a greve ganhou a adesão de taxistas, que trabalharam meio período. Dessa forma, os usuários só puderam utilizar o Transmilenio (ônibus articulados que circulam por uma pista especial), que ficou sobrecarregado. Logo cedo, em algumas estações do Transmilenio, manifestantes ocuparam as vias, e no sul de Bogotá algumas pessoas lançaram pedras contra os carros, mas foram dispersadas pela polícia. O governo colocou nas ruas dois mil policiais para garantir a circulação de carros. Segundo a secretária de governo da prefeitura, Clara López, 24 pessoas foram detidas por depredação.
O que se viu depois foram milhares de pessoas caminhando até o trabalho e um aumento no número de bicicletas e patins. “Sequer sabemos a causa da greve e somos as vítimas. Como a decisão de alguns poucos proprietários de ônibus pode levar uma cidade ao colapso? A culpa é desses profissionais, que cobram altas tarifas e do prefeito, por ser inábil”, afirmou à AFP Luciano Rojas, enquanto aguardava um táxi.
Leonardo Muñoz/Efe

Habitantes de Bogotá se amontoam em estações do Transmilenio
Sistema novo
O prefeito Samuel Moreno disse ontem que não deixará de implementar o SITP, apesar da greve. O plano, similar ao aplicado em Santiago em 2007, que também provocou protestos contra a presidente Michelle Bachelet, contempla a articulação entre as unidades do Transmilenio e dos ônibus privados, assim como a criação de um bilhete único.
A Associação de Pequenos Transportadores (Apetrans) pressiona as autoridades para que incorporem ao novo sistema também as unidades mais velhas. Também exigem a manutenção da renda arrecada atualmente e a eliminação das multas de trânsito adquiridas até hoje.
“É evidente que houve uma redução importante do serviço público mas esperamos que nas próximas horas tudo seja normalizado de forma gradual. As empresas que não cooperarem podem perder as linhas atuais, e até a pessoa jurídica”, advertiu Moreno ontem.
Em Bogotá, cidade com oito milhões de habitantes, funcionam cerca de 50 mil táxis, 16,4 mil ônibus, 2.664 unidades do Transmilenio e cerca de 1,37 milhão de veículos particulares, segundo as autoridades municipais.
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