Colômbia e Equador se reunirão em outubro para falar de temas "sensíveis"
Colômbia e Equador se reunirão em outubro para falar de temas "sensíveis"
Os governos da Colômbia e Equador decidiram nesta quinta-feira (26/8) que se reunirá em outubro a comissão sobre os assuntos “sensíveis” no processo de restabelecimento da relação bilateral. Os dois países também anunciaram a criação de um comitê sobre a situação dos refugiados colombianos em território equatoriano.
Os acordos foram anunciados pelos chanceleres da Colômbia, María Ángela Holguín, e Equador, Ricardo Patiño, ao final de um encontro na fronteira comum e que faz parte do processo iniciado para restabelecer as relações bilaterais, rompidas em março de 2008.
Em uma breve declaração à imprensa em Ipiales, cidade colombiana que recebeu a reunião, Patiño explicou que a comissão dos assuntos “sensíveis” que preocupam cada país se reunirá em outubro no Equador.
Esses assuntos têm a ver principalmente com o bombardeio do exército colombiano a um acampamento das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no Equador, que levou o presidente Rafael Correa a romper as relações com o governo do então governante Álvaro Uribe em 3 de março de 2008.
Esse bombardeio, considerado pelo Equador como uma violação de sua soberania, deixou 26 mortos, entre eles o então número dois e porta-voz internacional das Farc, Raúl Reyes.
Soluções
Um dos assuntos “sensíveis” diz respeito às informações nos computadores apreendidos com “Raúl Reyes”, entregues recentemente ao Equador. Além disso, há o processo judicial aberto nesse país contra o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que durante o bombardeio era ministro da Defesa.
Holguín foi a encarregada de anunciar a abertura de uma nova comissão, integrada por ministros da área social dos dois países e que se reunirá “em menos de 15 dias”, para trabalhar “a fundo em soluções” para a situação dos mais de 50 mil refugiados colombianos no Equador. A chanceler ratificou o compromisso do governo de Santos, que assumiu em 7 de agosto, “para que a relação (com o Equador) volte a ser o que foi”.
“O que alcançamos aqui e o que seguiremos alcançando é para o estabelecimento de uma relação muito mais sólida e forte, com visão a longo prazo, para voltar a gerar confiança entre os dois países”, enfatizou Holguín.
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