Segunda-feira, 6 de abril de 2026
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Os ministros das Relações Exteriores da Colômbia, Jaime Bermúdez, e do Equador, Fander Falconi, decidiram em encontro realizado hoje (9) na fronteira entre os dois países nomear nos próximos dias os respectivos encarregados de negócios, em demonstração de retomada das relações diplomáticas bilaterais, rompidas desde o ano passado.

Fotos: EFE



Fander Falconi (Equador) e Jaime Bermudez (Colômbia), falam à imprensa em Ipiales

Os chanceleres resolveram também ativar as três primeiras comissões de trabalho previstas dentro do plano de restabelecimento de diálogo, previsto há duas semanas na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York.

As comissões, também chamadas de mesas de trabalho sobre segurança e criminalidade, de desenvolvimento fronteiriço e de assuntos sensíveis, “ficam instaladas e entram em operação a partir desta data”, disse Bermúdez.

Mediação

Além de Bermúdez e Falconi, participaram do encontro ministros da Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, e do Equador, Javier Ponce do secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), o chileno José Miguel Insulza, e da representante do Centro Carter Jennifer McCoy.

O chanceler colombiano disse que as delegações de Bogotá e Quito designaram à OEA e a Centro Carter o papel de facilitadores na mesa ou na comissão de assuntos sensíveis.

O comitê será o responsável por tramitar questões como a presença guerrilheira na fronteira comum.

Bermúdez e Falconí marcaram outro encontro para o dia 3 de novembro e decidiram reativar em uma semana a Comissão Binacional de Fronteira, responsável por assuntos comuns de segurança e de cooperação fronteiriça.

A reunião aconteceu hoje no Hotel Mayasquer localizado na fronteira entre os dois países, próximo à cidade de Ipiales. A Chancelaria do governo de Bogotá também informou que antes do encontro dos chefes das diplomacias, foi instaurada “a mesa de coordenação de diálogos”.

Enquanto os diplomatas colombianos e equatorianos se reuniam, comerciantes fizeram protestos na ponte internacional de Rumichaca, na fronteira entre os dois países (foto abaixo).

O protesto teve como objetivo chamar a atenção dos ministros da Colômbia e Equador que estavam ali reunidos. Os manifestantes denunciam problemas comerciais ocorridos na região devido às medidas adotadas para coibir o contrabando.

Um grupo de policiais colombianos retirou do local cerca de 200 comerciantes que, durante o protesto, queimaram um veículo, conforme informou a rádio local Sonorama.

O acesso à ponte internacional de Rumichaca, na fronteira entre Colômbia e Equador, foi desobstruído depois de ter sido bloqueado pelos manifestantes.




Histórico

As relações diplomáticas entre Quito e Bogotá estão rompidas desde março do ano passado, quando a Colômbia realizou uma operação militar contra um acampamento das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em solo equatoriano. O ataque causou a morte de 25 pessoas, entre elas, Raul Reyes, o número dois da guerrilha.

A reaproximação entre os dois países começou durante a Assembleia Geral da ONU.

Colômbia e Equador dão sinais de retomada de relações diplomáticas

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