Terça-feira, 12 de maio de 2026
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Os governos brasileiro e colombiano aplaudiram nesta sexta-feira, na cidade japonesa de Nagoya, os acordos alcançados na cúpula da ONU sobre biodiversidade, que propõem novas metas para proteger os ecossistemas até o 2020.

O plano estratégico inclui a proteção da superfície de áreas terrestres e águas doces para 2020 e de 10% das áreas marinhas e litorâneas para esse ano. “Temos bons e importantes resultados, novas formas de conservação e um protocolo”, disse a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira à Agência Efe, durante a 10º Conferência das Partes da Convenção sobre Biodiversidade (COP10).

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Um protocolo será adotado sobre o uso e distribuição equitativa dos recursos genéticos e um compromisso para acordar metas de financiamento em 2012, data da próxima COP10, na Índia.

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A comissária da Biodiversidade da Colômbia, Sandra Bessudo, ressaltou a importância do documento. “O protocolo é forte e contém todas as necessidades que a Colômbia queria, após oito anos de negociações”, disse.

A especialista destacou ainda a mudança positiva do termo “recurso genético” ao invés de “material genético”, definição que inclui os derivados do termo e que se alinha ao pensamento dos países latino-americanos.

Venezuela, Cuba e Bolívia não assinaram o protocolo por avaliarem fraca a proposta de defesa do direito dos povos indígenas contra a biopirataria. Para a ministra Izabella, a divergência não é um problema. “Eles fizeram uma declaração, mas não estão contra as posições. Precisamos respeitar a todos”, afirmou Texeira.

O representante do Greenpeace Samuel Leiva discorda do convênio. “O objetivo é pouco ambicioso em relação às metas de conservação dos oceanos contemplados no plano estratégico”, declarou. O ambientalista chileno explicou à Efe que os países tinham se comprometido em proteger 10% dos oceanos até 2012. “Com o novo plano, o que se faz é estender oito anos dos mesmos compromissos”, explicou.

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Colômbia e Brasil assinam acordos para proteger ecossistemas até 2020

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