Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou nesta segunda-feira (25/10), na presença do subsecretário de Estado norte-americano, James Steinberg, e de outros representantes dos Estados Unidos, que este é o início de uma nova relação entre os dois países.

“Esta visita é uma visita que consideramos muito importante, porque é o início da reformulação entre os dois países em relação a suas relações”, declarou Santos ao término de um encontro, ocorrido em Bogotá, com a delegação enviada pela Casa Branca.

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Segundo ele, essa “nova proposta busca que os Estados Unidos e a Colômbia se tornem verdadeiros parceiros estratégicos em muitos temas tradicionais e em outros temas novos”.


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Ainda de acordo com Santos, na agenda bilateral somam-se agora assuntos como a integração energética, o meio ambiente, a ciência, a tecnologia e a educação, além da democracia e os direitos humanos.

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“Todos esses temas fazem parte desta nova agenda que estamos lançando hoje. Esta visita foi produto de uma reunião que tivemos com o presidente [norte-americano Barack] Obama em Nova York, há algumas semanas”, expressou.

A agenda atual entre Washington e Bogotá está mediada, principalmente, pelo apoio militar e a luta antidrogas, cooperação por meio da qual os Estados Unidos investem, há cerca de dez anos, pouco menos de 600 milhões de dólares anuais.

“Esta é uma oportunidade, não apenas para melhorar a relação entre a Colômbia e os Estados Unidos, mas também na região. Há temas que são aplicáveis à região também”, considerou, por sua vez, Steinberg.

Por outro lado, não se sabe se foi discutida a questão do tratado militar assinado em 2009, quando a Colômbia era presidida por Álvaro Uribe (2002-2010). Nos últimos dias, uma parlamentar do país sul-americano afirmou que o novo chefe de Governo, que assumiu em agosto, não pretendia levar a cooperação adiante.

Se Santos realmente deixar o acordo — que prevê o envio de tropas norte-americanas a sete bases colombianas –, ele poderia melhorar os vínculos com as nações vizinhas, como Venezuela e Equador, fortes opositoras às políticas empreendidas por Uribe.

O documento poderá ser pauta da reunião que o líder colombiano manterá com seu par venezuelano, Hugo Chávez, nesta sexta-feira, em Caracas. O encontro ainda precisa, contudo, ser confirmado oficialmente pela Venezuela.

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Colômbia anuncia nova agenda bilateral com os Estados Unidos

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