Domingo, 17 de maio de 2026
APOIE
Menu

Um grupo de cientistas da Universidade do Chile está desenvolvendo, há cerca de quatro anos, uma vacina contra o alcoolismo. O estudo tem como objetivo criar uma fórmula que pode atuar tanto como uma prevenção como um tratamento contra a dependência alcoólica, problema que atinge cerca de 18% dos 17 milhões de habitantes do país.

A pesquisa, desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Dinâmica Celular e Biotecnologia (ICTB) em conjunto com o laboratório farmacêutico Recalcine e com incentivo do Fundo de Fomento ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do país (FONDEF), toma como base uma mutação identificada em 20% da população asiática, principalmente em chineses, japoneses e coreanos.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Os portadores destas enzimas mutantes geralmente sofrem com fortes reações após a ingestão de álcool. “Os sintomas de náuseas e taquicardia são tão expressivas nas pessoas com esta característica, que faz com que elas resistam à bebida”, explicou ao Opera Mundi o professor doutor da Universidade do Chile Juan Asenjo, que lidera o estudo.

Os fortes efeitos, segundo ele, poderiam fazer com que dependentes alcoólicos diminuam o consumo de bebida. “Quando injetamos o vírus para produzir a mutação em ratos com dependência genética, estes animais reduziram 50% do consumo alcoólico. Se intensificarmos a dose, acredito que poderemos chegar a uma redução de 80 a 90%”, afirmou.

Mais lidas

Leia mais:

Sensibilidade a sal pode ter fatores genéticos, conclui pesquisa 

Descoberta forma de restaurar memória de ratos com Alzheimer

Estudo feito com criminosos na Finlândia revela gene da impulsividade

Candidato ao Senado nos EUA compara homossexualidade a alcoolismo

A primeira parte da pesquisa consistiu na definição de quais células seriam utilizadas para a produção dos vírus responsáveis pela mutação. Esta etapa também foi realizada com a colaboração da Fundação e do Instituto e Butantã, de São Paulo.

“Agora estamos estabelecendo diálogos preliminares com o superintendente-geral da Fundação, Hernan Chaimovich, para indicar o volume de células que vamos precisar para produzir os vírus”, disse, sobre a parceria com a instituição brasileira.

Se aprovada após os testes com animais, a medicação provocará nos pacientes efeitos mais prolongados do que os de outras drogas contra o alcoolismo disponíveis no mercado. “A fórmula existente tem duração de apenas um dia. Com a mutação, os pacientes sentirão os sintomas de seis meses a um ano, desestimulando o vício”, explicou o professor.

A previsão é que, em 2012, os testes já possam ser realizados em seres humanos.

Siga o Opera Mundi no Twitter 

Conheça nossa página no Facebook 

Cientistas chilenos trabalham no desenvolvimento de vacina contra alcoolismo

NULL

NULL

NULL