Domingo, 19 de abril de 2026
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Pelo menos dez pessoas já morreram no Peru em consequência da chuva e das enchentes que afetam o sul do país desde o último sábado (23). Cálculos do governo peruano estimam que, no total, sejam aproximadamente 10 mil vítimas. Dois mil turistas ficaram isolados – inclusive cerca de 120 brasileiros. Até a manhã de hoje (27), quatro deles já teriam deixado a região, onde o mau tempo ainda atrapalha as operações de resgate.

Entre os mortos já identificados, há uma turista argentina e um guia turístico peruano.

EFE



Moradores tentam salvar pertences num povoado do Vale Sagrado dos Incas, na região de Cuzco

O embaixador do Brasil em Lima, Jorge Taunay Filho, afirmou à Agência Brasil que não há mortos nem feridos entre os brasileiros ilhados em Machu Picchu. Ele disse também que estava sendo informado sobre as medidas e que pediu ao Peru que desse prioridade aos turistas do Brasil. A embaixada montou um gabinete de gestão de crise para administrar o problema e enviou dois funcionários do Itamaraty para a região.

Responsável por um grupo de brasileiros que viajou até o local,
Glaucius Miguens, da agência de turismo Adventure Weekend, de Brasília,
disse que há entre 174 a 230 turistas do Brasil à espera de ajuda. Por
volta das 13h30 de hoje (27), chegou o primeiro helicóptero à cidade de
Aguas Calientes – vilarejo que serve de suporte na região.

Pelas estimativas do governo do Peru, um grupo de 475 pessoas (turistas que estavam perto de Cuzco) já foi retirado do local. O objetivo das autoridades peruanas é retirar mais 800 turistas que estão isolados. Inicialmente, a prioridade foi dada a crianças, idosos e doentes.

Segundo Miguens, apesar da tensão provocada pelas circunstâncias, o
clima entre os turistas que estão isolados é de cooperação. Ontem (26),
quatro brasileiros foram retirados da região: três mulheres idosas e um
menino, de 10 anos. A prioridade é para crianças, idosos e doentes.

Prejuízos

Ontem (26) o primeiro-ministro peruano, Javier Velásquez Quesquém, se reuniu com autoridades federais e municipais para definir as providências.

Como medida de urgência, o governo do Peru liberou 5,8 milhões de
dólares para ações sociais e recuperação de áreas agrícolas atingidas.
A situação mais grave é na região de Cuzco, próxima ao sítio
arqueológico de Machu Picchu – um dos principais cartões postais do
país. O prejuízo diário na região turística é de 1 milhão de dólares.
As autoridades estimam que 13 províncias foram atingidas, na maioria em
zonas rurais.

Nos últimos três dias, as chuvas que transbordaram os rios Vilcanota e Blanco provocaram duas mortes, causaram inundações em cerca de 50 casas da região e destruíram centenas de plantações de milho. As ruínas de diversos sítios arqueológicos já sofreram danos, mas o governo do Peru ainda não detalhou as perdas.

Os Estados Unidos enviaram helicópteros para ajudar nas buscas. Nas regiões afetadas, o acesso só é possível ser feito com helicóptero.

Chuvas no Peru já mataram pelo menos 10 e dificultam resgates

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