Terça-feira, 12 de maio de 2026
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O presidente da China, Hu Jintao, reiterou ao chefe de Estado norte-americano, Barack Obama, seu compromisso com uma oscilação mais livre do iuane, que os Estados Unidos consideram que está cotado abaixo de seu valor real.

Os dois governantes mantiveram nesta quinta-feira uma reunião bilateral de 80 minutos de duração, antes do início da cúpula do Grupo dos Vinte (G20, formado pelos países ricos e os principais emergentes) em Seul (Coreia do Sul).

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Segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, a maior parte da conversa tratou da taxa de câmbio, assunto que deve dominar a cúpula do G20.

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De acordo com a subsecretária para Assuntos Internacionais do Tesouro, Lael Brainard, Obama “demonstrou a importância de que a China avance para movimentar suas taxas de câmbio”.

Por sua vez, Jintao reiterou o “firme compromisso” de Pequim com “o regime de taxa de câmbio mais flexível que introduziu”, e destacou “os progressos alcançados na taxa de câmbio”.

Nesta quinta-feira a moeda chinesa registrou alta, ficando cotada a US$ 6,642, uma valorização de 3,1% desde que Pequim anunciou em 19 de junho que permitiria uma flexibilização da taxa de câmbio.

Os EUA reivindicam que a China mantenha a valorização de sua moeda.

O Governo dos EUA vinha acusando Pequim de manter o valor do iuane artificialmente baixo, prejudicando as exportações americanas.

Por sua vez, na semana passada a China criticou a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de injetar US$ 600 bilhões na economia.

Segundo o Governo chinês, essa medida provocará a desvalorização do dólar, prejudicando as exportações de outras economias.

Os dois presidentes, que se reuniam pela 7ª vez em menos de dois anos, discutiram também os preparativos para a visita de Estado de Hu Jintao a Washington, no início do ano que vem.

Na conversa, eles também abordaram o programa nuclear da Coreia do Norte e, segundo o diretor para a Ásia do Conselho de Segurança Nacional, Jeff Bared, Obama ressaltou a necessidade de a China pressionar Pyongyang para que o regime se abstenha de “atos provocadores” contra seus vizinhos.

O presidente americano também discutiu com Hu Jintao a situação dos direitos humanos na China, disse Bared.

O Governo chinês quer proibir representantes internacionais de participarem da cerimônia de entrega do prêmio Nobel da Paz ao dissidente chinês preso Liu Xiaobo.

Os dois governantes abordaram também o programa nuclear iraniano, assim como o plebiscito de autodeterminação do sul do Sudão previsto para janeiro.

No início da reunião, Obama destacou que os dois países, as principais economias do mundo, têm a obrigação de buscar “um equilíbrio firme e um crescimento sustentado” e garantir a estabilidade nuclear.

Por sua vez, o presidente da China expressou a vontade de seu país de “fortalecer o diálogo e a cooperação” com os EUA.

“A China valoriza sua relação com os EUA. Uma relação sólida com o Governo americano é boa para o povo chinês e para a paz e a prosperidade”, acrescentou Hu Jintao.

Após a reunião com o presidente da China, Obama manteve um encontro bilateral com a chanceler alemã, Angela Merkel, em uma conversa dominada, segundo Gibbs, pela situação no Afeganistão e pela cúpula que a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) realizará em Lisboa no fim de semana.

A Alemanha é outro país que criticou com dureza as propostas americanas para limitar as oscilações nas balanças por conta corrente dos países.

Segundo Brainard, ambas as partes mostraram um “reconhecimento geral” da importância do comércio para suas economias e para o fortalecimento da economia global.

“Acho que a agenda para os reequilíbrios no G20 foi positiva”, destacou Brainard.

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China reitera aos EUA compromisso com oscilação mais livre do iuane

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