China reage a ameaça comercial dos EUA e alega que câmbio está em patamar razoável
China reage a ameaça comercial dos EUA e alega que câmbio está em patamar razoável
A China rebateu hoje (4) as ameaças dos Estados Unidos de endurecer sua postura sobre câmbio e comércio para garantir que os bens norte-americanos não fiquem em desvantagem, dizendo que a moeda nacional está em um patamar razoável. Ontem o presidente Barack Obama prometeu uma postura “muito mais dura” sobre a China. Ele disse que seu governo está pressionando a China e outros países para que cumpram regras comerciais e abram mais seus mercados.
Parceiros comerciais da China consideram que o iuan está subvalorizado, o que barateia, e por consequência favorece, as exportações chinesas. Em visita à China em novembro do ano passado, Obama pediu que o país comprasse mais dos EUA e manipulasse menos o iuan – fato negado por Pequim.
Em 2009, o déficit comercial norte-americano frente à China foi de 268 bilhões de dólares. A China exportou quase quatro vezes mais para os EUA do que o inverso. As exportações chinesas para o mercado norte-americano totalizaram 338 bilhões de dólares. No sentido inverso, o fluxo foi de apenas 70 bilhões.
“No momento, olhando para a balança de pagamentos internacional e para a oferta e a demanda no câmbio, o patamar do iuan está perto do razoável e do equilibrado”, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Ma Zhaoxu, segundo a agência de notícia chinês Xinhua. “Acusações e pressões não ajudarão a resolver o problema [da balança comercial]”, acrescentou ele.
Obama disse em uma reunião com democratas do Senado que Washington está tentando “ser mais duro sobre o cumprimento das regras existentes, colocando pressão constante sobre a China e sobre outros países para que eles abram seus mercados de forma recíproca”.
“Um dos desafios que temos que resolver internacionalmente é a taxa de câmbio e como… assegurar que nossos bens não sejam artificialmente inflados em preço”, afirmou. Obama disse ainda que não adotará uma postura protecionista sobre a China, explicando que “nos fecharmos para aquele mercado seria um erro”.
A China exporta primordialmente para os EUA vestuário, calçado, computadores, brinquedos e bicicletas e importa grãos de soja, microchips de computador e aviões civis.
Armas
Os dois países também andam se desentendendo por outro motivo. A China, após alertar que a intenção dos Estados Unidos de vender armas
para Taiwan poderia “prejudicar as relações” entre as duas nações e
classificar a iniciativa como uma “ameaça à segurança nacional”,
suspendeu os intercâmbios militares com o país.
De acordo com a agência chinesa Xinhua, a retaliação também será estendida a empresas norte-americanas do ramo de armamentos.
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