China quer fazer novos investimentos no Brasil
China quer fazer novos investimentos no Brasil
Os investimentos chineses no Brasil estão em forte ascensão desde o começo do ano, quando a China se tornou o principal parceiro comercial brasileiro. Com um comércio anual de 40 bilhões de dólares em 2008, as interações econômicas entre os países são enormes, ajudadas por fortes ligações políticas: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a China três vezes desde que assumiu o cargo.
Do lado da China, o Brasil é considerado um parceiro cada vez mais importante, rico em recursos naturais, que são escassos no país asiático. O governo chinês está encorajando empresas a diversificarem as atividades e expandirem suas estratégias com novos parceiros comerciais, entre eles empresas brasileiras.
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O investimento da China no Brasil ainda é considerado pequeno, mas cresceu 72% nos primeiros meses de 2009, em comparação com o último ano, uma tendência que pode não depender somente do contexto econômico atual. “Embora seja visível um grande aumento no investimento chinês no Brasil, contrário à crise financeira internacional, acho que isso é uma tendência de longo prazo”, analisa Niu Haibin, pesquisador associado ao Shanghai Center for American Studies (Centro de Xangai para Estudos Americanos). “O recém publicado documento de estratégia chinesa para a América Latina e Caribe já deixou claro que o investimento chinês vai aumentar de uma forma global”, complementa.
Publicado em novembro de 2008, o documento expressa o interesse da China em investir em energia, recursos minerais, florestais e agrícolas, e no financiamento de projetos de infraestrutura ligados ao transporte de recursos naturais. As metas do relatório estão em curso: China Development Bank, organização estatal de projetos de obras públicas, acaba de anunciar seu plano de abrir um escritório no Rio de Janeiro no ano que vem. A filial brasileira vai investir em portos, usinas siderúrgicas e de energia, alinhadas com os interesses econômicos dos chineses.
“A China pode investir em infraestrutura no Brasil para facilitar o comércio”, explica Niu Haibin. “Setores como mineração, exploração de petróleo e de produtos primários podem ser as principais áreas a alcançar futuros investimentos chineses, enquanto as áreas de telecomunicações, serviços, processamento de madeira e produção de linha de montagem de eletrodomésticos já têm atraído muito”.
Enquanto isso, a China ainda inunda o Brasil com bens de consumo baratos que tendem a substituir as produções locais. E o país asiático recebe menos de 1% do investimento estrangeiro direto do Brasil. Um tipo de comércio que alguns analistas dizem parecer um modelo Norte-Sul.
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