Terça-feira, 9 de junho de 2026
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A China enviou nesta terça-feira (28/12) um protesto formal ao Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço contra os satélites da Starlink Internet Services, divisão da SpaceX, fundada pelo bilionário Elon Musk, após precisar fazer manobras com sua estação espacial para evitar colisões.

Segundo a nota enviada à ONU, foram dois episódios semelhantes nos meses de julho e outubro e a Tiangong precisou “fazer controles preventivos para evitar as colisões”. 

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“Os satélites estão colocando em risco a vida e a saúde dos astronautas que estão a bordo da Estação Espacial Chinesa”, diz ainda o documento.

Na coletiva diária com a imprensa desta terça, um dos porta-vozes do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, afirmou que os “Estados Unidos estão ignorando as suas obrigações em relação aos tratados internacionais, colocando os astronautas em sérios riscos”.

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Chancelaria chinesa afirma que os Estados Unidos estão 'colocando os astronautas em sérios riscos' ao 'ignorarem obrigações'

TED Conference/ Flickr

Acusação acontece após China fazer manobras com sua estação espacial para evitar colisões contra os satélites da Starlink Internet Services

O Starlink é um projeto da SpaceX para fornecer internet em todo o mundo e já tem uma constelação de quase dois mil satélites.

Apesar dessa ser uma empresa privada, conforme o tratado “Outer Space Treaty”, que traz as bases dos fundamentos sobre o direito espacial internacional, segundo a China, também as nações onde essas empresas têm sede podem ser responsabilizadas.

Além disso, o caso cria mais uma crise entre chineses e norte-americanos, que já estão há anos travando disputas nos campos diplomáticos, de comércio e tecnologia.