Domingo, 29 de março de 2026
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Um funcionário federal dos Estados Unidos está proibido de deixar a China. Segundo o Departamento de Estado dos EUA, o norte-americano trabalha para o Escritório de Patentes e Marcas dos EUA e estava visitando o país a título pessoal.

“Estamos acompanhando este caso de perto e em contato com as autoridades chinesas para resolver a situação o mais rápido possível”, disse um porta-voz do Departamento de Estado.

As autoridades chinesas confirmaram que uma norte-americana, Chenyue Mao, banqueira do Wells Fargo, também foi impedida de sair do país. Ambos os indivíduos foram submetidos a uma “proibição de saída” do governo chinês.

Apesar de não esclarecer os motivos da interdição do funcionário federal, o governo chinês afirmou que realiza tal medida por razões que vão desde investigações criminais até disputas civis não resolvidas ou questões diplomáticas.

Segundo o jornal dos EUA, Washington Post, outro funcionário, cujo nome não foi divulgado, também foi impedido de deixar o país após não declarar seu emprego público no pedido de visto. Ele serviu no Exército dos EUA.

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (21/07), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou não ter “detalhes para compartilhar” sobre o caso. No entanto, ele confirmou a proibição de saída de Mao, afirmando que ela estava envolvida em um caso criminal e obrigada a cooperar com a investigação.

“Chenyue Mao está envolvida em um caso criminal atualmente sob investigação das autoridades policiais chinesas e está sujeito a restrições de saída de acordo com a lei”, disse Guo.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, confirmou a proibição de saída de Chenyue Mao

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, confirmou a proibição de saída de Chenyue Mao
@MFA_China / X

The Guardian informa que o Wells Fargo proibiu todos os funcionários de viajar para a China desde que Mao, cidadã norte-americana naturalizada de ascendência chinesa, foi impedida de sair.

De acordo com um relatório de 2023 da Safeguard Defenders, desde que Xi Jinping chegou ao poder em 2012, “a China expandiu o cenário legal para proibições de saída e as utilizou cada vez mais, às vezes fora da justificativa legal”.

Em 2019, dois irmãos americanos foram autorizados a retornar ao país após três anos retidos na China. Cynthia e Victor Liu foram submetidos a uma proibição de saída, apesar de não enfrentarem nenhuma acusação criminal. O pai deles, Liu Changming, ex-funcionário bancário e foragido, era procurado na China para responder a acusações de fraude.