Quarta-feira, 27 de maio de 2026
APOIE
Menu

A China acusou os Estados Unidos nesta quinta-feira (27/04) de “aumentar as tensões” na península coreana, “minar a paz regional” e “provocar confronto” com a Coreia do Norte.

A declaração veio após o presidente norte-americano, Joe Biden, dizer que o regime em Pyongyang enfrentaria seu “fim” se usasse armas nucleares, durante uma cúpula em Washington com o presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, na quarta-feira (26/04).

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“Todas as partes deveriam encarar o cerne da questão da península [coreana] e desempenhar um papel construtivo em promover uma solução pacífica”, e não “aumentar tensões deliberadamente, provocar confrontos e fazer ameaças”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning.

Na quarta-feira, durante uma viagem de Estado de seis dias de Yoon aos EUA, Biden e o líder sul-coreano deixaram claro que, se o regime isolado da Coreia do Norte usar seu arsenal nuclear para atacar o Sul ou os EUA, a resposta será devastadora.

Mais lidas

“O lançamento de um ataque nuclear pela Coreia do Norte contra os Estados Unidos ou seus aliados […] significaria o fim do regime norte-coreano”, afirmou Biden.

No encontro, os dois líderes ainda assinaram um acordo de cooperação militar contra a Coreia do Norte, em que se comprometem a fortalecer significativamente sua cooperação na área da defesa, diante dos insistentes testes de mísseis de Pyongyang.

Pequim condena fala de Biden de que eventual uso de arma nuclear por Pyongyang significaria fim do regime norte-coreano

Yonhap/picture alliance

Biden recebeu o presidente da Coreia do Sul na Casa Branca na quarta-feira (26/04)

O acordo permitirá que um submarino norte-americano com armas nucleares atraque na península coreana pela primeira vez em 40 anos.

“Mentalidade de guerra fria”

Nesta quinta, Pequim condenou o anúncio, afirmando que Washington age com “mentalidade de guerra fria” e “de acordo com seus próprios interesses geopolíticos”.

Segundo a porta-voz chinesa, os EUA “ignoram a segurança regional e insistem em explorar a questão da península para criar tensão”. Além disso, “provocam um confronto entre os campos e minam o regime de não proliferação nuclear e os interesses estratégicos de outros países”.

“[As ações norte-americanas] agravam as tensões na península, minam a paz e a estabilidade regionais e vão contra o objetivo de desnuclearizar a península”, completou Mao.

A China é o principal parceiro estratégico e comercial da Coreia do Norte, país com o qual compartilha uma fronteira de mais de 1.400 quilômetros.