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Professores, estudantes e organizações de direitos humanos convocaram nesta quinta-feira (17/03) uma mobilização popular em Santiago em rejeição à visita do presidente norte-americano, Barack Obama.

A manifestação, que acontecerá no domingo (20/03), dia em que Obama chega ao Chile, exige que o presidente norte-americano assuma a responsabilidade dos Estados Unidos no golpe militar contra o governo de Salvador Allende, ação que a esquerda chilena considera que contribuiu para manter impunes as sequelas de graves violações dos direitos humanos.

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“Exigimos que Obama respeite os processos de emancipação e de integração na América Latina”, destacou um comunicado assinado pelos organizadores do ato de protesto.

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A convocação à manifestação faz também referência às políticas de ingerência de Washington, condenando o atual belicismo contra a Líbia, a manutenção do bloqueio contra Cuba e a injusta prisão nos Estados Unidos dos cinco lutadores antiterroristas cubanos, Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, René González e Fernando González.

“Exigimos o fim do bloqueio a Cuba, a maior das violações aos direitos humanos contra um país”, enfatiza o documento que chama também a pôr fim às posturas agressivas contra Venezuela, Equador, Bolívia, Nicarágua e Argentina.

O texto conclui com a advertência de que o “Chile não é o modelo de democracia e de liberdade” que a Casa Branca enaltece não é verdadeiro, “porque os mapuche, os rapanui, os trabalhadores e as grandes maiorias nacionais ilustram a desigualdade e a exclusão social no país”.

Para o advogado chileno Eduardo Contreras, a primeira coisa que Obama deve fazer ao chegar a Santiago é pedir desculpas ao povo do Chile.

“Como se denunciou no próprio Senado norte-americano e como todo mundo sabe, os Estados Unidos é o grande responsável pelo golpe dos generais traidores no Chile em 1973”, destacou.

Ao contextualizar a visita de Obama ao Chile, programada para segunda-feira (21/03) e terça-feira (22/03) da próxima semana, Contreras disse “o imperialismo que ele representa conspira contra toda mudança democrática em nosso continente, contra todo governo progressista”.

“Sobram razões às organizações sociais chilenas, que sairão às ruas, para protestar”, concluiui o advogado.

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Chilenos convocam mobilização contra visita de Obama

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