Terça-feira, 19 de maio de 2026
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Além da Argentina, o Chile também mostrou preocupação com a relação entre Brasil e Irã, conforme revela um documento confidencial da Embaixada dos Estados Unidos em Santiago, datado de 27 de novembro de 2009. Dias antes, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, havia deixado o Brasil após visita oficial.

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Na época, o general de divisão Alvaro Guzman, da Diretoria Internacional e Humana do Ministério das Relações Exteriores, foi à embaixada discutir a posição de ambos os países sobre o Irã.

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“O Chile sente que o Irã não tem sido transparente ou honesto ao lidar com assuntos nucleares e o Chile acredita que o Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas] deveria tomar medidas mais concretas para pressionar o Irã”, diz o despacho assinado pelo ex-embaixador Paul E. Simons.

Guzman disse que seu escritório estava preocupado com uma possível cooperação nuclear entre Brasil e Irã.  “O Brasil está buscando uma avenida para promover sua autoridade como uma liderança em ascensão, e pode ver uma oportunidade em entrar nesse tema, dada a dificuldade do grupo P5+1 (países que formam o Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha) em assegurar o engajamento do Irã”.

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Apesar de acreditar que o Brasil iria oferecer somente cooperação nuclear civil – e não militar –, Guzman considerava a perspectiva “assustadora”. Para ele, teria pouco efeito uma intervenção do Chile, “país pequeno”. Por isso, Guzman sugeriu que a Argentina poderia ajudar a pressionar o Brasil a se distanciar do Irã.

Ao fim do documento, o embaixador comenta que “Guzman foi surpreendentemente franco em seus comentários, particularmente sobre o Brasil”. Mas observa uma divisão dentro do governo chileno, já que o Ministério das Relações Exteriores tem muitos interesses a preservar em relação ao país.

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Chile teme parceria nuclear entre Brasil e Irã, mostra documento vazado pelo Wikileaks

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