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O presidente venezuelano, Hugo Chávez, chega nesta quinta-feira (14/10) a Moscou em uma visita de dois dias durante a qual discutirá com os dirigentes russos os planos de cooperação bilateral até 2014 em âmbitos tão diversos como o militar, a construção e a criação de empresas mistas e instituições financeiras.

Está previsto que Chávez se reúna ainda hoje com o presidente russo, Dmitri Medvedev, em um jantar informal. Já as conversas oficiais ocorrerão amanhã.

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A agenda do presidente venezuelano inclui também um encontro com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, e as autoridades de Moscou, bem como sua participação na conferência “Dois séculos da independência da América Latina”, que se inaugura hoje na Biblioteca de Literatura Estrangeira de Moscou.

O objetivo principal da visita, assinala a agência oficial russa Itar-Tass, é a assinatura de um plano de ação que, nas palavras dos ministérios de Assuntos Exteriores dos dois países, estabelecerá as bases da cooperação até 2014.

O documento definirá a colaboração em política externa e economia, nos setores de gás, petróleo, energia nuclear, telecomunicações, agricultura, pesca, transporte, educação, saúde, turismo, esportes e cultura, bem como em matéria de assistência a desastres naturais.

“As relações russo-venezuelanas se caracterizam nos últimos anos por sua dinâmica positiva e um fortalecimento dos contatos no âmbito político, econômico, científico e cultural”, ressaltou uma fonte do Kremlin em declarações à agência Interfax.

Segundo os analistas, a implementação dos objetivos definidos no plano de ação garantirá o crescimento do comércio bilateral, que em 2009 superou os 397 milhões de dólares e no qual o setor militar ocupa um lugar de destaque.

A Venezuela, que desde 2005 adquiriu armas russas no valor de 4,4 bilhões de dólares – segundo fontes do país -, ascendeu como principal cliente latino-americano da indústria militar russa, o que preocupa especialmente Estados Unidos e Colômbia.

Em abril passado, durante sua visita à Venezuela, Putin afirmou inclusive que a Venezuela planejava comprar mais de 5 bilhões de dólares em armas russas.

Outro dos objetivos da visita de Chávez a Moscou em sua nona viagem à Rússia desde 2001 é a assinatura do documento final para a criação de um banco russo-venezuelano, que financiará projetos de investimento nos dois países.

Entre outras coisas, o banco se dedicará a financiar projetos energéticos das companhias russas que formam o Consórcio Petroleiro Nacional criado por Moscou para trabalhar na Venezuela.

Durante sua visita pela capital russa, está previsto que Chávez aborde também a assistência russa na construção de casas sociais para os setores mais pobres da população venezuelana.

A viagem de Chávez de quase duas semanas também incluirá passagens por Belarus, Ucrânia, Irã, Síria, Líbia, Argélia e Portugal.

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Chávez visita Moscou para definir bases de cooperação até 2014

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