Chávez pede renúncia de Hillary após novo vazamento do Wikileaks
Chávez pede renúncia de Hillary após novo vazamento do Wikileaks
Após o vazamento de mais de 250 mil documentos confidenciais trocados entre representações diplomáticas dos Estados Unidos ao redor do mundo, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ele próprio alvo de alguns dos memorandos, afirmou que a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, deveria se demitir.
“(Hillary) deveria renunciar, é o mínimo que pode fazer. Deveriam fazer o mesmo todo esse emaranhado de espiões, de delinquentes que há no Departamento de Estado dos EUA. Deveriam dar uma resposta ao mundo, e não começar a atacar e dizer que foi um roubo”, avaliou o presidente venezuelano.
“O império foi desnudado. Eu não sei o que os EUA vão fazer. Quantas coisas estão saindo, como desrespeitam até seus aliados! Quanta espionagem!”, afirmou o presidente. Ele se mostrou especialmente escandalizado com os documentos que indicam que Hillary mandou realizar um estudo sobre o estado mental da presidente argentina, Cristina Kirchner, a quem expressou sua solidariedade. “Alguém deveria estudar o equilíbrio mental da senhora Clinton”, disse Chávez, em reunião de Conselho de ministros transmitida pela TV estatal.
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Wikileaks
“Os EUA são um Estado fracassado, ilegal, que joga fora todos os princípios da ética, o respeito por seus próprios aliados, e isso (os documentos que vazaram) o demonstram de maneira gigantesca”, disse Chávez.
O líder venezuelano afirmou que “é preciso felicitar os membros do Wikileaks e seu diretor, Julian Assange, por sua coragem e valor”. “Este homem (Assange) anda praticamente clandestino, dando declarações não se sabe a partir de onde, temendo inclusive por sua vida”, disse.
Em documentos revelados pelo Wikileaks, um vice-secretário norte-americano, Philip Gordon, conta uma conversa que teve com um conselheiro do presidente francês, Jean-David Lévitte, na qual foi dito que Chávez está “louco” e que até mesmo o Brasil não podia apoiá-lo. Outro documento mostra que a diplomacia norte-americana trabalhou para isolar o presidente venezuelano.
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