Chávez e Correa promovem primeira operação conjunta de compra e venda com Sucre
Chávez e Correa promovem primeira operação conjunta de compra e venda com Sucre
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o do Equador, Rafael Correa, realizaram nesta terça-feira (6/7) sua primeira transação financeira pelo Sucre (Sistema Único de Compensação Regional). Caracas, por meio do Banco da Venezuela, transferiu – pela internet e ao vivo na TV – 1.984.015 sucres para o Banco Central do Equador pela compra de mais de cinco mil toneladas de arroz. O dinheiro será repassado ao Banco Nacional de Fomento equatoriano.
A meta, segundo os dois presidentes – reunidos em Caracas para um série de encontros bilaterais -, é minimizar os custos e evitar o uso de moedas extrarregionais, como o dólar, no comércio entre os países. Correa destacou que o uso do Sucre “permite sair da dependência do dólar e, com isso, diminuir custos”, mas admitiu que como seu país não tem moeda nacional e que a de uso comum é a americana, os exportadores nacionais continuarão recebendo dólares.
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O presidente equatoriano destacou que com este método, que já é utilizado por Brasil e Argentina, será possível efetuar no futuro qualquer outra transação, incluindo o envio de remessas a familiares.
Já Chávez disse que a fuga de divisas continuará sendo combatida graças ao Sucre, já que os exportadores de seu país poderão fazer suas transações sem a necessidade de recorrer ao Estado em busca de divisas.
O Sucre foi adotado em 2009 pelos membros da Alba (Aliança Bolivariana para as Américas) para agilizar e diminuir custos das transações comerciais e conseguir uma maior independência sobre o dólar, mas o instrumento só foi ratificado formalmente por Cuba, Equador e Venezuela.
Além destes três países, a Alba, que considera o Sucre um passo importante em direção à soberania monetária regional, é formada por Antígua e Barbuda, Bolívia, Dominica, Nicarágua, São Vicente e Granadinas.
Projetos
Os dois presidentes também debateram o projeto de construção de uma refinaria no Equador para processar 300 mil barris de petróleo equatoriano e venezuelano e previram sua entrada em operação para meados da década, conjuntamente com um adicional “polo petroquímico”.
Sobre a operação militar contra o narcotráfico nas fronteiras de seus países com a Colômbia, Chávez esclareceu que ela é considerada conjunta porque Quito e Caracas compartilham as táticas de luta.
Acompanhado em San Lorenzo por um general do Exército e outro da Polícia Nacional, o vice-ministro do Interior equatoriano, Edwin Jarrín, reportou que nove mil soldados participaram da operação na fronteira com a Colômbia, na qual foi encontrado um submarino dotado de “alta tecnologia” e recém fabricado.
Do lado venezuelano, o general Néstor Reverol, diretor do Escritório Nacional Antidrogas (ONA), disse, em Machiques, que, da mesma forma que no Equador, não foram encontrados cultivos ilícitos na Venezuela.
Na operação do lado venezuelano, que envolveu 1.800 soldados, segundo ele, foram encontradas e destruídas cinco pistas de aterrissagem clandestinas, assim como um acampamento com dois laboratórios para fabricar cocaína.
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