Domingo, 5 de abril de 2026
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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, revelou em Nova York que o retorno do líder deposto de Honduras, Manuel Zelaya, foi organizado em “um plano secreto”. Chávez disse que “sabia de tudo” sobre a volta de Zelaya e afirmou ter ajudado a “despistar” as autoridades sobre o paradeiro do presidente, enquanto o hondurenho realizava a viagem de retorno a Honduras.

“Foi uma operação secreta, foi uma grande operação de dissimulação”, revelou ontem (23) aos jornalistas no ato de apresentação na cidade do documentário do diretor norte-americano Oliver Stone “South of de Border”, do qual é protagonista.

“Você não viu a cara de bobo dele quando lhe perguntaram onde estava Zelaya?”, disse entre gargalhadas em alusão ao presidente golpista de Honduras, Roberto Micheletti.

Chávez disse que Zelaya anunciou que participaria da abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas para confundir seus opositores sobre seu paradeiro. Para ajudá-lo, Chávez disse ter telefonado para o hondurenho em um telefone que estaria grampeado. “Eu liguei, como sei que estão nos gravando por satélite (as ligações), e disse: Zelaya, nos vemos em Nova York”, afirmou Chávez. O avião decolou, seguido pelo satélite do Pentágono, mas Zelaya desapareceu em um ponto intermediário.

O presidente eleito de Honduras teria aterrissado no aeroporto internacional perto da capital salvadorenha, San Salvador, de acordo com informações de meios locais. O presidente do país, Maurício Funes, disse que Zelaya “não fez qualquer pedido através dos canais formais” para entrar no país e disse ignorar como seu colega entrou.

Um fonte da chancelaria da Venezuela confirmou à BBC Brasil que era um avião venezuelano que transportava Zelaya.

De El Salvador, segundo Chávez, Zelaya teria entrado em Honduras “por terra” dentro do porta-malas de um carro, acompanhado por outros três homens. “E ele seguiu em carros, tratores, apoiado por militares e agora está onde tem que estar, em sua pátria, e lhe têm que entregar o governo os golpistas. É a democracia a que se termina impondo”.

Brasil

Chávez disse que foi Zelaya o que projetou o plano para seu retorno a Tegucigalpa, onde se refugiou na embaixada brasileira. “É um vaqueiro, tipo Pancho Villa, valente. Me disse: “se morro, morro, mas eu vou entrar em Tegucigalpa” e ali está”.

Chávez diz que ajudou a articular volta de Zelaya a Honduras

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