Domingo, 14 de junho de 2026
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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, expressou contentamento, em seu programa dominical “Aló Presidente”, com a afirmação da primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, que se posicionou contra a invasão internacional à Líbia.

  

No programa, transmitido da fazenda Bolívar Bolivariana, no estado de Zulia, a mais de 800 quilômetros de Caracas, Chávez afirmou que lhe pareceu “muito inteligente a decisão da chanceler alemã, que disse não estar de acordo com uma invasão à Líbia, mesma posição do presidente da Rússia, Dmitri Medvedev e pelo mandatário chinês, Hu Jintao”.

  

Declarou, além disso, estar “alegre porque a União Africana designou uma comissão de presidentes do continente para pedir que a Líbia pare com os enfrentamentos e repudie qualquer intervenção imperial [norte-americana] ou estrangeira”.

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O presidente venezuelano garantiu que “querem o petróleo líbio sobre um milhão de mortos” e acrescentou que “os yanques já estão prontos” para a invasão junto a alguns de seus aliados e que as “as labaredas dessa guerra poderiam chegar à Espanha, Itália e França porque estão próximas ao território líbio”.

  

Segundo Chávez, a situação deve ser enfrentada com mecanismos de integração, como a Unasul (União de Nações Sul-Americanas), bloco formado por doze países.

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Mediação

  

Há cerca de duas semanas, o líder venezuelano propôs a criação de uma comissão mediadora para visitar a Líbia para, dessa forma, encontrar uma solução pacífica à crise. Na mesma ocasião, ele afirmou que os Estados Unidos estavam brincando com fogo e que era “hora de ser fazer política, evitemos fazer uma nova guerra”.

  

Durante o programa, ele também lembrou do golpe de Estado que sofreu, em abril de 2002, e que o deixou várias horas afastado da presidência. Para ele, houve um silêncio cúmplice da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que, segundo ele, também se aquieta diante dos crimes cometidos pelos Estados Unidos e por Israel.

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