Chávez anuncia exumação de restos mortais de Simón Bolivar
Chávez anuncia exumação de restos mortais de Simón Bolivar
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou que os restos mortais de Simón Bolívar foram exumados nesta sexta-feira (16/7) para passar por um processo científico que tem como objetivo identificar as reais causas da morte do revolucionário.
“Que momentos tão impressionantes vivemos esta noite! Vimos os restos do grande Bolívar, esse esqueleto glorioso, pois se pode sentir sua labareda”, escreveu Chávez no Twitter.
O presidente venezuelano não acredita na versão de que Bolívar teria morrido de tuberculose. Para ele, o revolucionário foi assassinado por seu rival colombiano, o general Francisco de Santander, o que justificou a ordem de exumação e análise dos restos mortais que serão avaliados pelo laboratório forense estatal da Venezuela, que foi inaugurado com o estudo do caso.
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Os resultados, no entanto ainda não foram divulgados. De acordo com Chávez, “a partir desta mesma madrugada, estaremos informando detalhes do procedimento científico a que são submetidos os heróicos restos de Bolívar”.
Veja o vídeo:
Em abril deste ano, o cientista norte-americano Paul Auwaerter, da Universidade Johsn Hopkins, declarou que Bolívar poderia ter morrido por intoxicação por arsênico, o que provavelmente teria sido causado pela ingestão de água contaminada, o que reascendeu a discussão sobre as reais causas de sua morte.
Simón Bolívar foi um militar venezuelano que comandou as revoluções que promoveram a independência de países latino-americanos como Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
Tensão
As acusações de Chávez se dão em um momento em que as relações entre Colômbia e Venezuela estão extremamente comprometidas. Há um ano, as relações diplomáticas e comerciais entre os dois países estão congeladas após acusações colombianas consideradas “irresponsáveis” pelo Governo Chávez, sobre o suposto desvio de armas venezuelanas para as Farc.
Nesta sexta-feira (16/7), Hugo Chávez reagiu às acusações feitas no dia anterior pelo ministro da Defesa colombiano, Gabriel Silva, quem entregou à imprensa de seu país supostas provas da presença na Venezuela de chefes guerrilheiros e indicou que não autorizará a divulgação desses documentos por razões de segurança nacional.
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