Quarta-feira, 22 de abril de 2026
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O presidente venezuelano, Hugo Chávez, decidiu hoje (7) desapropriar vários edifícios na Praça Bolívar de Caracas, no centro da cidade, para recuperar seu valor histórico. Ele fez o anúncio durante seu programa dominical de rádio e televisão Alô Presidente.

Chávez abriu o programa na Praça Bolívar, onde foi recebido por um grupo de simpatizantes chamados “custódios do Libertador”, com quem relembrou aspectos da história da praça, enquanto caminhavam lentamente por ela.

Em um determinado momento, Chávez comentou que em uma das casas tinha vivido, durante a juventude, Simón Bolívar (1783-1830), o “Libertador”, pouco após se casar. O presidente então perguntou qual era a utilidade da casa na atualidade.

Quando o prefeito de Caracas, Jorge Rodríguez, indicou que nela funcionavam vários negócios privados, Chávez exclamou durante a passeata: “Que sejam expropriados!”.

Ao ser perguntado por outros dois ou três edifícios da praça, de três ou quatro empresas, o presidente repetiu: “Que sejam expropriadas!”.

Chávez explicou que a área deve preservar a memória histórica de Caracas, que é também a da Venezuela.

Ofensiva política




Durante o mesmo programa, o presidente venezuelano indicou que seria “nefasto” para a América Latina se a direita recuperasse o governo do Brasil nas próximas eleições presidenciais, em outubro. “Temos certeza de que o império americano vai apostar tudo na direita brasileira, para ter desde 1º de janeiro do ano que vem um governo subordinado às ordens americanas”, disse.

Chávez advertiu que os setores direitistas do continente, com o amparo e a ajuda dos Estados Unidos, suscitaram uma ofensiva política para recuperar a posição que tiveram antes que surgissem as correntes progressistas que chegaram ao poder em vários países da região.

O líder explicou que essa ofensiva tenta “afastar nossos governos uns dos outros para enfraquecê-los, atacar a Unasul, a Alba”. Ele assegurou o mesmo ocorreu em relação “ao golpe de Estado de Honduras e às sete punhaladas no coração da União Sul-Americana, que são as bases estrangeiras na Colômbia”.

Chávez anuncia desapropriação de edifícios históricos de Caracas

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