Chanceleres de Colômbia e Venezuela voltam a se reunir para analisar relações bilaterais
Chanceleres de Colômbia e Venezuela voltam a se reunir para analisar relações bilaterais
Os ministros de Relações Exteriores da Colômbia, María Ángela Holguín, e da Venezuela, Nicolás Maduro, analisam nesta quinta-feira (7/9) na cidade colombiana de Cúcuta, na fronteira dos dois países, o andamento das atividades empreendidas em vista do restabelecimento pleno dos laços diplomáticos.
“Vamos revisar o que foi feito em cada uma das comissões”, disse Maduro na terça-feira passada, ao anunciar o novo encontro, referindo-se aos grupos criados para tratar as questões mais conflitantes entre ambos os países.
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Entre os temas em questão estão o comércio bilateral, o combate conjunto aos atos ilícitos, a dívida de produtores e planos de infraestrutura e cooperação energética. Outro assunto importante será a zona fronteiriça, já que “compartilhamos mais de 1.200 quilômetros”, recordou o ministro.
Na agenda estão ainda os preparativos para o próximo encontro entre os líderes de ambos os países, o venezuelano Hugo Chávez e o colombiano Juan Manuel Santos. De acordo com a Chancelaria colombiana, o encontro deveria ter início às 9h30 locais (11h30 no horário de Brasília).
Além de Holguín e Maduro, também participariam diversos membros dos dois gabinetes — como os ministros colombianos Rodrigo Rivera, da pasta da Defesa, e Carlos Rodado Norieda, de Minas e Energia; e os venezuelanos Tarek El Aissami, de Interior e Justiça, Rafael Ramírez, de Energia e Petróleo, e Richard Cana, de Comércio.
Os vínculos entre as duas nações foram rompidos em julho passado por Caracas, quando Chávez foi acusado por seu então homólogo colombiano, Álvaro Uribe, de abrigar guerrilheiros das FFarc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional).
Assim que assumiu a Casa de Nariño (sede do Executivo colombiano), em 7 de agosto, Santos ressaltou sua intenção de melhorar os laços com a nação vizinha. Dias depois, ele se reuniu com Chávez, com quem decidiu pela retomada das relações.
Para a continuidade do processo, foi estabelecida a criação de cinco comissões, com o objetivo de evitar conflitos e promover uma maior aproximação.
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